Oruam registra 28 violações na tornozeleira em menos de dois meses, aponta Justiça
Devido ao descumprimento das medidas determinadas, a liminar do habeas corpus foi revogada
A Justiça do Rio de Janeiro (RJ) apontou que foram registradas 28 violações da tornozeleira eletrônica do funkeiro Oruam em apenas 43 dias. Nesta terça-feira (3), a Justiça determinou a prisão preventiva do cantor. Conforme o portal LeoDias, a ordem de prisão foi expedida pela juíza Tula Corrêa de Melo, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do RJ.
Na segunda-feira (2), Oruam teve a liminar do habeas corpus revogada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que considerou o descumprimento de medidas previamente determinadas.
No entanto, quando a polícia foi cumprir o mandado de prisão, Oruam não foi encontrado em sua residência. Ao colunista Lucas Pasin, do Metrópoles, o delegado titular da 16ª Delegacia de Polícia Civil, Neilson dos Santos Nogueira reforçou que ele não foi localizado.
"Diligenciamos na residência dele, mas ele não foi localizado. O mandado de prisão segue pendente de cumprimento", disse.
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Defesa de Oruam
Durante o processo, a defesa de Oruam justificou que as falhas na tornozeleira ocorreram em razão de problemas na bateria, argumentando que o relatório não aponta qualquer tipo de desrespeito por parte do cantor.
A explicação, no entanto, não foi acatada pelo STJ, que afirmou que “a inobservância reiterada da obrigação de manter a tornozeleira eletrônica carregada não caracteriza mera irregularidade administrativa, mas comportamento que revela risco concreto à ordem pública e à aplicação da lei penal”.
Oruam foi preso em julho do ano passado, acusado de duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis durante uma operação em sua casa, na Zona Oeste do Rio. Em setembro de 2025, o STJ concedeu liminar determinando a soltura do rapper após considerar que a decisão de primeira instância usou "fundamentos genéricos" para justificar a prisão preventiva.