Bad Bunny zera Instagram após Super Bowl e divide internet entre 'nova era' e preocupação

Sem publicações, sem foto de perfil e sem explicações, o gesto do artista provocou uma enxurrada de teorias entre fãs e críticos

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 13:10)
O cantor Bad Bunny, com expressão intensa e boca aberta, aparece em meio a uma densa vegetação de grama alta e verde durante sua performance no show de intervalo do Super Bowl. Ele veste uma camisa branca com gravata combinando e utiliza um microfone headset, enquanto segura um objeto vermelho na mão direita.
Legenda: O gesto aconteceu a apresentação mais assistida na história do Super Bowl, com 135 milhões de visualizações.
Foto: Patrick T. Fallon / AFP.

Poucas horas depois da apresentação no Super Bowl neste domingo (8), mais de 52 milhões de seguidores de Bad Bunny se depararam com seu perfil no Instagram completamente vazio: sem publicações, sem foto de perfil e sem contas seguidas.

Consta apenas o nome de batismo do artista, Benito Antonio, e o link para o álbum vencedor do Grammy, Debí Tirar Más Fotos (2025).

O gesto veio logo após o rapper porto-riquenho protagonizar um dos shows mais comentados da história do intervalo do Super Bowl, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. Segundo a plataforma Boardroom, a apresentação ultrapassou 135 milhões de visualizações, tornando-se a mais assistida da história do evento.

Não sendo a primeira vez que o artista promove um “blecaute” nas redes, internautas rapidamente passaram a compartilhar prints e a levantar hipóteses sobre a decisão. As especulações vão desde a estratégia simbólica de marcar o início de uma “nova era” na carreira, ligada a anúncios futuros, até preocupações com a segurança e o bem-estar do cantor, diante da dimensão que o debate sobre o show tomou nas redes.

Reiniciar a linha do tempo.

A leitura de que o gesto seria parte de uma estratégia de reposicionamento artístico ganhou força entre fãs, especialmente porque esse tipo de movimento já foi adotado por outros grandes nomes da música antes de lançamentos importantes. Ao mesmo tempo, parte do público avaliou que a repercussão política da apresentação poderia ter pesado na decisão.

A polêmica ganhou contornos institucionais quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente o show. Em publicação nas redes sociais, classificou a apresentação como “uma afronta à América”, comentário que intensificou a polarização online e passou a ser citado por internautas tanto em defesa quanto em ataque ao artista.

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Um marco cultural no palco

No palco, Bad Bunny entregou uma apresentação inteiramente em espanhol, celebrando a cultura porto-riquenha e latino-americana em um espetáculo de cerca de 13 minutos marcado por identidade, memória, política e celebração.

A abertura foi ao som de Tití Me Preguntó. Em seguida, ele deu o tom da performance: “Qué rico es ser latino”. Nos momentos finais, mencionou todos os países da América do Sul, Caribe e América do Norte, do Chile ao Canadá, com as respectivas bandeiras projetadas no palco.

Ao encerrar, desejou “Deus abençoe a América” e projetou a mensagem: “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”, antes de finalizar com a canção DtMF.]

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Momento máximo da carreira

Aos 31 anos, Bad Bunny vive um dos momentos mais emblemáticos da carreira. Uma semana antes do Super Bowl, o cantor havia vencido o Grammy de Álbum do Ano por Debí Tirar Más Fotos, tornando-se o primeiro artista a conquistar o principal prêmio da noite com um disco totalmente em espanhol.

Procurada por veículos como a revista americana Entertainment Weekly, a equipe do artista não comentou o motivo do apagão nas redes.