Bad Bunny é ovacionado ao criticar agência de imigração dos EUA no Grammy

Artista usou discurso para defender imigrantes e pedir que o ódio seja combatido com amor.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 15:19)
Pessoa usando terno preto com camisa branca, segurando um troféu do Grammy enquanto fala ao microfone, sobre um palco iluminado em tons quentes.
Legenda: Bad Bunny se manifestou contra o ICE e defendeu humanidade dos imigrantes durante discurso no Grammy 2026.
Foto: KEVIN WINTER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP.

Bad Bunny foi um dos destaques políticos da cerimônia do Grammy realizada neste domingo (1º). Ao subir ao palco para receber o prêmio de Melhor Álbum de Música Urbana, o cantor fez um discurso crítico às ações do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, e foi ovacionado pelo público presente.

Durante a fala, o artista porto-riquenho defendeu a humanidade dos imigrantes e pediu uma resposta pacífica diante da intolerância. “Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas, somos humanos e somos americanos. O ódio se torna mais poderoso com mais ódio. A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor. Então, por favor, precisamos ser diferentes”, declarou, sendo aplaudido pela plateia.

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O posicionamento de Bad Bunny não foi isolado na premiação. Ao vencer o prêmio de Canção do Ano, Billie Eilish também abordou o tema da imigração em seu discurso. A cantora afirmou que “ninguém é ilegal em terras roubadas” e encerrou sua fala com a frase “foda-se o ICE”.

Além dos discursos no palco, outros artistas demonstraram apoio aos protestos de forma simbólica. Nomes como Kehlani e Justin Bieber apareceram usando pins com a inscrição “ICE OUT” (“ICE fora”), em referência direta às manifestações que vêm ocorrendo em diversas cidades americanas.

Protestos contra o ICE nos EUA

As declarações no Grammy acontecem em meio a uma série de protestos intitulados “ICE Fora de Todos os Lugares”, que questionam as políticas de controle migratório adotadas durante o governo de Donald Trump. As manifestações ganharam força após mortes de civis em operações federais, gerando críticas inclusive entre aliados do governo.

Em Minneapolis, a morte de dois cidadãos americanos, Renee Good e Alex Pretti, provocou forte comoção e ampliou a pressão sobre as autoridades, reforçando o debate nacional sobre os métodos utilizados pelos agentes de imigração nos Estados Unidos.

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