Show de Bad Bunny no Super Bowl recebe crítica de Trump: 'Não faz sentido'
Cantor se utilizou do evento para prestar uma homenagem à cultura latino-americana.
O cantor porto-riquenho Bad Bunny se apresentou no intervalo do Super Bowl - a final do campeonato de futebol norte-americano - nesse domingo (8). O show, marcado por recortes políticos, foi criticada pelo presidente Donald Trump nas redes sociais.
Sem citar o nome do artista, o chefe de Estado classificou a atração como “absolutamente terrível” e uma das piores da história do evento. "Não faz sentido algum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade e excelência", disse.
Trump também reclamou do fato da apresentação ter sido feita inteiramente em espanhol, e aproveitou para condenar uma mudança recente nas regras da NFL. Em vigência desde 2024, a nova regra evita trombadas com jogadores em alta velocidade, o que causava muitas lesões.
A participação de Bad Bunny acontece em meio a tensões no território norte-americano com relação à política imigratória.
Quando o cantor foi anunciado como a atração principal do intervalo, a Secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, chegou a dizer que o ICE, Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, estaria "em todo o lugar" durante o Super Bowl.
Porém, durante a semana pré-show, a chefe de segurança da NFL, Cathy Lanier, afirmou que os agentes não teriam qualquer participação no evento.
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Como foi o show do Bad Bunny no Super Bowl
Bad Bunny se utilizou do intervalo do Super Bowl para prestar uma homenagem à cultura latino-americana. Isso ficou refletido nas letras das músicas, nos visuais, e coreografias.
A apresentação durou cerca de 13 minutos. O cenário fez referência ao último disco do cantor, “Debí Tirar Más Fotos” - vencedor do Grammy de Melhor Álbum em 2025 - enquanto o repertório estava recheado com os hits.
"Die With A Smile" foi a única música cantada em inglês, como parte da participação surpresa de Lady Gaga. Além dela, Ricky Martin também se apresentou como parte do set.
O ápice do show ficou para o final, quando Bad Bunny entregou um prêmio Grammy para um menino vendo o próprio artista em na televisão.
Depois, o cantor saudou e nomeou todos os países do continente americano, enquanto dançarinos carregaram as bandeiras de todas as nações. Nos telões atrás dele, a frase "A única coisa mais forte que o ódio, é o amor" foi exibida em letras garrafais.
Essa é a segunda vez que Bunny se apresenta no Super Bowl, e a primeira como atração principal. O cantor já havia participado da edição de 2020, ao lado de Shakira e Jennifer Lopez, no Hard Rock Stadium, em Miami, na Flórida, cidade com maioria da população de origem latina.
*Estagiário sob supervisão do jornalista Felipe Mesquita