Cadeia onde Hytalo Santos está preso já recebeu recomendação de fechamento por superlotação
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2011, recomendou o fechamento da prisão por problemas de superlotação e de infraestrutura
Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, o Euro, foram transferidos de avião do Centro de Detenção Provisória 1, em Pinheiros, São Paulo, para a Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa, nesta terça-feira (26).
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2011, recomendou o fechamento do local por problemas de superlotação e de infraestrutura. A informação foi compartilhada pelo portal Metrópoles.
O local, que também é conhecido como Penitenciária Roger, tem capacidade para 470 detentos, mas, em 2022, chegou a abrigar cerca de 1.400 detentos em diferentes períodos daquele ano, segundo o portal Terra.
A penitenciária, de segurança média, é a maior da Paraíba e possui um pavilhão especial para atender detentos LGBT+. O pavilhão surgiu com o intuito de proteger essas pessoas de violência e descriminação dentro da cadeia.
Relembre o caso
Hytalo é investigado por exploração infantil desde dezembro do ano passado, após denúncia anônima chegar ao Ministério Público da Paraíba (MPPB). Um grupo de adolescentes morava com o casal em João Pessoa e gravava uma série de conteúdos para as redes sociais em condições insalubres, segundo ex-funcionários de Hytalo. Uma adolescente chegou a ficar grávida na casa.
Neste mês, após vídeo de denúncia do youtuber Felca, o caso ganhou repercussão e a prisão preventiva de Hytalo e Euro foi solicitada. Felipe Bressanim Pereira denunciou a adultização de crianças e adolescentes vítimas de abuso por influenciadores e o vídeo rapidamente ganhou milhões de visualizações.
Confira vídeo de Felca:
Na última segunda-feira (25), um homem suspeito de ameaçar Felca de morte foi preso pela Polícia Civil de São Paulo em Olinda (PE). O jovem, identificado como Cayo Lucas, estava acompanhado de outro rapaz no momento da prisão.
Nas redes sociais, o secretário de segurança pública de São Paulo, Gabriel Derrite, afirmou que, além de produzir ameaças, o suspeito lucrava com a venda de conteúdos sexuais envolvendo menores de idade na Internet.