Casa do Forró na Parangaba será demolida? Entenda obra

O local é de posse do empresário Emanuel Gurgel, donos das bandas de forró Mastruz com Leite e Cavalo de Pau.

Escrito por
João Lima Neto joao.lima@svm.com.br
(Atualizado às 14:18)
Legenda: Obra na Casa de Forró chama atenção de motoristas e pedestres que passam em avenida.
Foto: Fabiane de Paula/SVM.

Quem passa pela Avenida Américo Barreira, no bairro Parangaba, é surpreendido por uma grande obra nas instalações da icônica Casa de Forró — empreendimento desativado dos anos 1990, também chamado por Mansão do Forró. Nas redes sociais, alguns usuários chegam a especular a construção de um prédio, já outros, o retorno do espaço musical com shows.

Mas, afinal, o que está acontecendo no local? A coluna foi em busca de saber o que, de fato, está sendo feito. O local é de posse do empresário Emanuel Gurgel, nome que criou as bandas de forró Mastruz com Leite e Cavalo de Pau.

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Em conversa com Rebeca Gurgel, filha do empresário, ela revelou que "o muro estava com problema estrutural e para evitar risco a terceiros, foi solicitada a demolição" para construção de um novo. Quem passa pelo local encontra muitos trabalhadores retirando o entulho, além de tapumes. 

A coluna entrou em contato com a Prefeitura de Fortaleza para saber mais informações sobre a demolição. Foi repassado que a ação contra o muro aconteceu após ação da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) em dezembro do ano passado.

Risco de desabamento

Trabalhadores retirando entulho do muro da antiga Casa de Forró, no bairro Parangaba.
Legenda: Trabalhadores retirando entulho do muro da antiga Casa de Forró, no bairro Parangaba.
Foto: Fabiane de Paula/SVM.

Relatórios da Defesa Civil de Fortaleza (DCFor), emitidos em junho de 2021 e julho de 2025, apontaram patologias em toda a extensão do muro, como pilares com armaduras expostas e oxidadas, além de risco de desabamento de média a alta magnitude, inclusive em trecho voltado para a Praça da Lagoa da Parangaba.

O relatório mais recente da DCFor recomendou intervenção, considerando a intensa circulação diária de pedestres e veículos no entorno. Em 11 de dezembro de 2025, agentes da Agefis estiveram no local e ratificaram a necessidade da adoção da medida administrativa de demolição, limitada às estruturas que apresentavam risco de colapso.

A intervenção foi realizada com base no Código da Cidade (Lei Complementar nº 270/2019), que permite à fiscalização municipal adotar medidas administrativas imediatas sempre que houver risco à segurança da população.

Segundo Rebeca Gurgel, por hora, a família do empresário não possui planos para construção de nenhum prédio ou espaço de evento no local. 

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