Pai de Isabel Veloso revela últimas mensagens enviadas à filha

Joelson Veloso compartilhou conversas com a filha enquanto ela estava na UTI antes de morrer, aos 19 anos.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Montagem com foto de Isabel Veloso e as últimas mensagens que o pai enviou para ela.
Legenda: Pai de Isabel Veloso mostrou últimas mensagens que enviou para a filha.
Foto: Reprodução/Instagram.

Joelson Veloso, pai da influenciadora Isabel Veloso, emocionou seguidores ao divulgar as últimas mensagens que enviou à filha durante o período em que ela esteve internada na UTI. Isabel morreu no dia 10 de janeiro, vítima de complicações causadas por um câncer linfático.

Nas imagens publicadas por Joelson, aparecem mensagens simples de “bom dia” e “boa noite” enviadas à jovem nos dias finais. Segundo o pai, Isabel já não conseguia responder. Ela estava entubada e sedada após enfrentar complicações graves de um transplante de medula óssea.

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No dia da morte da influenciadora, Joelson contou que buscou o médico Bruno Bereza na rodoviária para uma visita. O oncologista acompanhou Isabel de perto nos últimos momentos.

Médico relata últimos dias de internação

Bruno Bereza também se pronunciou nas redes sociais e detalhou a fase final da internação de Isabel. Segundo ele, a jovem demonstrava receio em relação ao transplante de medula, realizado em outubro de 2025, no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba. O doador foi o próprio pai, Joelson, que apresentou compatibilidade.

“Um dia antes de ela ir para Curitiba, eu, ela e o Lucas [marido de Isabel] nos reunimos para uma conversa. Explicamos tudo, falamos das expectativas. A Isabel se mostrava com bastante medo, e eu disse que continuaria acompanhando e dando força para ela”.

Mesmo com o receio, o médico destacou a fé e a força emocional da influenciadora. “Ela rezava muito. Tinha uma força enorme, um objetivo claro: estar viva. Era isso que a mantinha de bom humor e disposta a enfrentar tudo”.

Poucos dias após receber alta, Isabel apresentou uma piora significativa, sofreu uma parada respiratória e precisou ser internada novamente na UTI. “Ela já não conseguia responder muito bem o celular, no final de novembro ou começo de dezembro, ela foi entubada. Aí a gente obviamente perdeu o contato, fiquei mais com o Lucas e o Joelson”.

Oscilações no quadro e despedida

Segundo Bruno Bereza, o quadro fazia parte das possíveis complicações pós-transplante, especialmente em casos mais complexos. Ele relatou que o estado de saúde de Isabel oscilou bastante nos dias que antecederam a morte.

“No sábado, 3, ela teve um dia péssimo, a gente não sabia se ela tinha minutos ou horas de vida e, no domingo, quando amanheceu, ela teve uma melhora absurda. Melhorou tudo. Segunda-feira, 5, o rim voltou a funcionar, fígado voltou a funcionar, na terça, 6, ela estava ótima, na quarta, 7, estava bem, estável, na quinta, 8, ela teve uma piora”.

O médico contou que Isabel deixou de ser apenas uma paciente e se tornou uma amiga. Ao visitá-la na UTI, se surpreendeu. “Fui até a UTI, quando eu cheguei lá eu achei que ia encontrar alguém irreconhecível. Eu não sabia muito bem em que leito ela estava, eu fui andando até que eu olhei e falei assim: ‘Nossa, é a Isabel’.”

Mesmo sedada, ele permaneceu cerca de meia hora conversando com ela. “Ela estava linda, do jeito que ela sempre foi. Estava com uma sensação de paz, um semblante de paz, não de sofrimento”.

Ao final, o oncologista ressaltou a força de Isabel e o apoio da família. “Vai ficar saudade, com certeza. Mas, que todo esse momento trouxe muita paz, ela sempre esteve ao redor de pessoas que amam ela. Ela enfrentou muita crítica, mas ela nunca perdeu o apoio das pessoas que ela amava”.

Diagnóstico

Isabel Veloso foi diagnosticada com câncer linfático aos 15 anos. Aos 17, após diversos tratamentos, decidiu iniciar cuidados paliativos. Em entrevista ao UOL, explicou: “Escolhi, com orientação médica, parar o tratamento com a hematologista, mas não escolhi ser uma paciente terminal.”

Durante esse período, ela se casou e engravidou. Na gestação, descobriu que a doença havia se espalhado para os pulmões. “Antes eu não tinha medo. Depois que engravidei, passei a ter. Agora tenho que aprender a lidar com isso”, disse.

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