Brasil tem primeira indicação ao Oscar de Melhor Ator com Wagner Moura
Anúncio foi realizado nesta quinta-feira (22).
Feito histórico para o Brasil. O país conquista, pela primeira vez, uma indicação à categoria de Melhor Ator no Oscar. Wagner Moura foi escolhido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas pelo papel em “O Agente Secreto”, filme de Kleber Mendonça Filho. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (22) pelas redes sociais da Academia.
Com o novo reconhecimento, Wagner Moura alcança um feito triplo inédito: ele é o primeiro ator brasileiro a ser indicado ao Oscar de Melhor Ator; o primeiro a ter vencido o Globo de Ouro na categoria Melhor Ator em Filme de Drama; e o primeiro a vencer como Melhor Ator no Festival de Cannes – onde iniciou a trajetória de sucesso de “O Agente Secreto” – todos pelo mesmo personagem.
Também pelo papel no longa de Kleber Mendonça Filho, o ator foi reconhecido em outros festivais. Foram eles:
- Newport Beach Film Festival;
- New York Film Critics Circle Awards;
- Segundo lugar no Los Angeles Film Critics Association Awards;
- Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte);
- London Film Critics' Circle 2026;
- Satellite Awards 2026;
- Boston Online Film Critics Association
No Oscar, Wagner Moura divide a indicação com Leonardo DiCaprio, Michael B. Jordan, Timothee Chalamet e Ethan Hawke. A cerimônia de premiação acontece no dia 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
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Além de Melhor Ator, “O Agente Secreto” também está indicado nas categorias Melhor Filme Internacional, Melhor Direção de Elenco e Melhor Filme. A trajetória é semelhante a “Ainda Estou Aqui”, longa de Walter Salles que foi indicado no Oscar 2025 nas categorias Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz. Destes, foi premiado em Melhor Filme Internacional.
Da Bahia para o mundo
Wagner Moura nasceu em Salvador (BA) e teve o primeiro contato com atuação ainda na adolescência. Apesar de graduado em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) – tendo chegado a atuar como repórter em um programa de TV local – foi mesmo diante das câmeras que viu a carreira se consolidar.
O sucesso no espetáculo “A Máquina”, no ano 2000, e participações ainda pequenas no cinema – a exemplo de em “Sabor da Paixão” (2000), coprodução internacional com Penélope Cruz – fizeram com que ganhasse destaque pouco a pouco.
Mas foi mesmo com “Tropa de Elite” (2007), de José Padilha, que o nome do brasileiro despontou para além dos limites nacionais, o que impulsionou a atuação dele em outras produções estrangeiras, a exemplo de “Elysium” e a série “Narcos”.
Em 2019, estreou como diretor em “Marighella”, vencedor de oito categorias no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Pela frente, o ator vai dirigir e estrelar o filme “Last Night at the Lobster”, com nomes como Sofia Carson, Bryan Tyree Henry e Elisabeth Moss no elenco.