O luxo é humano: itens feitos à mão dominam a decoração de 2026

Casas mais sensíveis, afetivas e autorais serão tendência neste ano.

Escrito por
Ana Karenyna producaodiario@svm.com.br
Legenda: Bordado pode dar toque de cor na decoração.
Foto: Arquivo pessoal.

Em tempos de inteligência artificial, a decoração de 2026 encontra sua força justamente no caminho oposto: o do feito à mão. Tudo aquilo que carrega o tempo humano, o ponto imperfeito, a pincelada viva e a textura que não se repete ganha novo valor simbólico e estético dentro de casa. É único, é afetivo e também tendência.

E essa tendência não nasce da rejeição à tecnologia, tá? Mas de um certo equilíbrio necessário. Se o digital entrega precisão e agilidade, o manual devolve a alma. E é nesse encontro que surgem casas mais sensíveis, afetivas e autorais, onde cada peça parece contar uma história antes mesmo de ser apresentada. Afeto purinho!

Bordado é protagonista

Foto: Arquivo pessoal.

Entre os destaques, o bordado em quadros desponta como protagonista absoluto. Bastidores deixam de ser apenas suporte e passam a ocupar paredes como obras de arte emolduradas em caixas de acrílico. Linhas grossas, pontos aparentes, relevo e composições orgânicas criam peças singulares com memórias familiares e com a estética contemporânea. O estilo próprio dita o desenho que pode ser folhagens, abstratas, fotos e frases.

Foto: Arquivo pessoal.

Uma dica valiosa é compor galerias como uma parede afetiva que une tudo o que inspira: bordados a fotografias antigas, gravuras, instrumentos musicais e mais. Molduras em madeira natural ou acrílico são grandes apostas para os bordados e ficam lindas. E o céu é o limite para o bordado que pode surgir em almofadas, fronhas e mais.

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Pinturas e cerâmicas

Foto: Arquivo pessoal.

As pinturas manuais também retornam com força, não apenas nas telas, mas diretamente nas paredes. Murais autorais, formas abstratas, arabescos e paisagens estilizadas trazem identidade imediata ao ambiente. Para quem deseja começar aos poucos, arcos pintados atrás da cabeceira, faixas orgânicas em corredores ou composições geométricas suaves já transformam o espaço. Amo o poder da tinta!

Outra vertente forte da decoração afetiva está nos objetos: cerâmicas irregulares e os crochês. Agora, imperfeições deixam de ser falha e passam a ser assinatura. E um detalhe importante é que a maioria desses objetos têm sido feitos pelos próprios moradores da casa em busca de hobbies para fugir de telas. Sim, estamos voltando a pintar, bordar e costurar nosso tempo. Ainda bem!

A verdade é que o luxo de 2026 emociona demais, viu? É o tempo investido, o gesto paciente, a memória costurada no tecido. E decorar volta a ser até um ato íntimo onde cada ponto, cada traço, cada textura manual sussurra algo que nenhuma máquina consegue reproduzir que é a presença. Em um mundo automatizado, o toque humano deixa de ser detalhe e se torna um bonito manifesto. Tô ensaiando bordar por aqui, e você?

*Este texto reflete, exclusivamente, a opinião da autora.