Pão de Açúcar completa 10 anos de carnes rastreadas
Investir na rastreabilidade dos produtos que comercializa vem sendo uma das prioridades do Grupo Pão de Açúcar (GPA), que comemora o aniversário de dez anos do Programa de Produção de Carne Rubia Gallega para a marca Taeq. Implantada em 2005, a ação permite o fornecimento de uma mercadoria com qualidade superior, saudável e totalmente rastreada, desde a inseminação do gado até o consumidor final.
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Nas gôndolas do supermercados com bandeiras Pão de Açúcar e Extra, os clientes podem acompanhar todo o caminho percorrido pela carne por meio de um selo com um QR Code, código de barras bidimensional. Basta fotografar o código com um smartphone para obter as informações sobre a mercadoria. Os dados também podem ser acessados por meio do código presente da etiqueta do produto.
O programa nasceu por meio da parceria do GPA com produtores rurais e com a empresa GMG, fornecedora de sêmen. Inicialmente, oito fazendas participavam do projeto. Atualmente, são 30 propriedades distribuídas nos estados de São Paulo, Goiás e Mato Grosso.
"Nosso intuito foi fazer com que todos ganhassem: pecuaristas, empresas, indústrias e consumidores", explica o consultor de Desenvolvimento de Carnes do GPA, André Artin.
A primeira etapa foi buscar uma raça paternal europeia que se adaptasse às condições climáticas brasileiras e tivesse um alto índice muscular em idade jovem. Isso porque é nessa fase que o gado apresenta maior maciez na carne.
Os parceiros, então, desenvolveram um manejo intensivo de produção de bovinos com alta tecnologia, abate de animais jovens com alta produção de massa magra, manuseio alimentar, ambiental e índices zootécnicos positivos.
A aposta foi em um animal meio sangue, fruto da inseminação da raça Nelore com sêmen da Rubia Gallega, proveniente do noroeste espanhol, que apresenta baixo índice de gordura no animal jovem.
As fazendas produtoras foram selecionadas a partir de critérios socioambientais que assegurassem sua idoneidade e índice de produtividade. Entre os critérios, destacam-se: estar de acordo com a legislação e possuir programa de gestão ambiental com mitigação de seus impactos causados pela produção; cumprir a legislação trabalhista e possuir programas de incentivo aos colaboradores para o crescimento pessoal e profissional; contribuir para as crianças de seus funcionários frequentem a escola; e adotar tecnologias para aumentar a eficiência produtiva na fazenda, produzindo mais carne por hectare de terra.
Necessidades
André Artin destaca que o programa atende às necessidades de um consumidor cada vez mais exigente. Embora o produto seja voltado para os públicos A e B, o executivo informa que consumidores de classe média também compram a carne, mesmo sendo em menores quantidades.
"No geral, por conta da atual crise econômica, os clientes estão consumindo menos. Mas eles não abrem mão de levar para casa um produto de qualidade, ainda que paguem um pouco mais. A Rubia Gallega é macia, tem pouca gordura e, consequentemente, rende mais", diz.
Para ele, os brasileiros estão aprendendo sobre rastreabilidade e valorizando os produtos com garantia de origem. Artin entende que, em um futuro próximo, as redes supermercadistas não conseguirão avançar sem investir na tecnologia.
"O rastreamento é um caminho sem volta, uma ferramenta de segurança não só para a área alimentar e hospitalar, mas para toda a cadeia de consumo. Precisamos exigir mais da indústria e cobrar do governo mais regulamentação. Saber o que estamos colocando nas gôndolas é fundamental", acrescenta.
A iniciativa em torno da Rubia Gallega integra o Programa Qualidade Desde a Origem (QDO) do GPA, criado em 2005, em parceria com a empresa PariPassu. Assim como as carnes, frutas, legumes e verduras vendidos pelo Pão de Açúcar e Extra também são rastreados. (RS)