Economia: desaba a confiança do setor industrial brasileiro

Segundo o Índice de Confiança do Empresário Industria, da CNI, houve neste mês de abril recuo da confiança em 19 dos 29 setores industriais analisados

Escrito por
Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
(Atualizado às 11:04)
Legenda: Caiu a confiança de quase 20 dos 29 setores da indústria brasileira .É sinal de que a economia enfrenta problemas.
Foto: Fabiane de Paula / SVM
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Os resultados setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), elaborados e divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira, 29, registraram o maior número de setores industriais pessimistas desde junho de 2020.  

A queda, neste mês de abril, dá continuidade ao movimento iniciado nos meses anteriores. Em fevereiro deste ano, 21 segmentos já se encontravam em situação de falta de confiança; em março, esse número aumentou para 23 e continuou a crescer, alcançando 28 setores em abril.     

Neste mês, houve recuo da confiança em 19 dos 29 setores industriais analisados, o que aponta agravamento do ambiente de incerteza no setor produtivo. Já 10 setores industriais registraram avanço. Como resultado, cinco setores cruzaram a linha divisória de 50 pontos e migraram de um cenário de confiança para o de falta de confiança.     

O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explicou: 

“Essa piora se refletiu nos diferentes portes de empresa, que já apresentavam falta de confiança e tiveram esse quadro aprofundado. No recorte regional, a falta de confiança aumentou em quatro das cinco regiões; apenas o Centro-Oeste registrou leve melhora no índice, mas ainda assim permaneceu abaixo dos 50 pontos. Todas as regiões apresentaram falta de confiança em abril, revelando um cenário geral de pessimismo disseminado e intenso em grande parte da atividade industrial brasileira.  

SETORES MAIS CONFIANTES

  • Produtos de material plástico - 41,0 
  • Celulose e papel – 41,9 
  • Máquinas e equipamentos – 42,0 
  • Metalurgia – 43,3   

O setor Farmoquímicos e farmacêuticos foi o único que apresentou margem positiva com 52,0 pontos.    

O recuo atingiu todos os portes de empresa pelo segundo mês consecutivo, com destaque para as médias empresas, que registraram recuo de 1,6 ponto. As pequenas empresas apresentaram queda de 1,0 ponto, enquanto as grandes indústrias tiveram redução de 0,9 ponto. Em todos os casos, a perda de confiança se aprofundou.

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