Festa no mar: pesca da lagosta recomeçará sexta-feira
Cadeia produtiva lagosteira é importante para a economia do Ceará, que é líder nacional
Terminará quinta-feira, 30, o chamado período de defeso da lagosta, medida com vigência desde novembro passado em todo o país com o objetivo de proteger o ciclo reprodutivo da espécie e de assegurar a sustentabilidade dos estoques pesqueiros.
Do dia 1º de maio (sexta-feira) em diante, a pesca da lagosta retomará sua atividade normal, uma boa notícia para a sua enorme cadeia produtiva, que é estrategicamente importante para a economia do Ceará, que detém sua liderança desde sempre.
Mais do que uma questão ambiental, o fim do defeso da lagosta impactará diretamente comunidades pesqueiras, empresas industriais de beneficiamento e de exportação e milhares de trabalhadores ligados ao setor, cujos números impressionam.
Dados do Boletim Estatístico da Pesca e Aquicultura 2023/2024, do Ministério da Pesca e Aquicultura, divulgados recentemente, confirmam o protagonismo cearense na cadeia da lagosta no Brasil.
O Ceará lidera, nacionalmente, a captura da lagosta-vermelha (Panulirus argus), poduzindo 3,01 mil toneladas, superando com ampla margem estados como Rio Grande do Norte (0,13 mil toneladas), Paraíba (0,03 mil toneladas) e Pernambuco (0,27 mil toneladas).
Este estado também registra a produção de 1,08 mil toneladas na categoria geral Lagostas (Panulirus spp.) e lidera igualmente a captura da lagosta-verde (Panulirus laevicauda), com 0,68 mil toneladas, à frente de Pernambuco (0,35 mil toneladas) e Rio Grande do Norte (0,08 mil toneladas).
Somadas essas espécies, o Ceará registra a produção e exportação de 4,77 mil toneladas, consolidando-se como o principal polo lagosteiros do país.
A força do setor pesqueiro cearense, no entanto, vai além da lagosta. Em 2024, o estado registrou a captura e beneficiamento de 14,24 mil toneladas de atuns (Thunnus spp.) e 10,62 mil toneladas de atum yellowfin (Thunnus albacares), além de liderar a aquicultura nacional com a produção de mais de 60 mil toneladas de camarão, cujo valor é superior a R$ 1 bilhão.
Durante o período do defeso, entre novembro e abril, ficam proibidas a captura, comercialização e beneficiamento da lagosta, salvo estoques previamente declarados aos órgãos competentes. O objetivo é preservar os estoques pesqueiros e garantir a continuidade dessa atividade econômica no longo prazo.
Especialistas alertam que o futuro da atividade depende de maior controle e rastreabilidade da produção. Ferramentas como o Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélit (PREPSe) e o Mapa de Bordo são consideradas estratégicas para melhorar o monitoramento das capturas, combater ilegalidades e ampliar a competitividade do pescado cearense em mercados internacionais cada vez mais exigentes.
NO CENTRO DE EVENTOS, NÃO PARAM OS EVENTOS
De 11 a 14 de agosto, o Centro de Eventos do Ceará sediará o 22º Congresso Brasileiro de Arquitetos, com previsão de 5 mil congressistas e 60 mil visitantes na Feira de Arquitetura, que será realizado simultaneamente, como informa Jefferson John, ex-presidente do capítulo cearense do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-CE) e presidente do congresso.
E hoje, terça-feira, 28, o Centro de Eventos recebe a Intersolar Brasil Nordeste 2026, etapa regional da Intersolar South America. A empresa cearense Sou Energy estará com programação de palestras com foco nos impactos da Reforma Tributária na Energia Solar e no Armazenamento de Energia.
SINDUSCON PROMOVE NA FIEC O CONECTA CONSTRUÇÃO 2026
O Sindicato da Construção Civil do Ceará, o Sinduscon, promoverá, no próximo dia 7 de maio, na Fiec, o Conecta Construção 2026.
O evento reunirá especialistas para um debate sobre temas como Inteligência Artificial e gestão e planejamento de obras, em um momento de transformação do setor.
A programação inclui palestras e painéis com profissionais de atuação nacional. As inscrições já estão abertas, como informa o presidente do Sinduscon, Patriolino Dias, que é sócio e diretor da Construtora Dias de Sousa.
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