Novo Desenrola prevê descontos de até 90%, saque do FGTS e bloqueio a bets
Conforme anúncio do presidente Lula, o programa será lançado na segunda-feira (4).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em pronunciamento na noite dessa quinta-feira (30), o lançamento de um novo programa de renegociação de dívidas que promete descontos de até 90% e juros reduzidos para brasileiros inadimplentes.
A iniciativa, chamada de “Novo Desenrola Brasil”, também prevê restrição, por um ano, do acesso a plataformas de apostas online para quem aderir ao programa.
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Em discurso direcionado às famílias endividadas, Lula destacou que o objetivo é aliviar o peso das dívidas acumuladas ao longo dos últimos anos.
Segundo ele, trabalhadores poderão renegociar débitos de cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, rotativo e até financiamentos estudantis, como o Fies, com juros limitados a 1,99% ao mês e condições mais flexíveis de pagamento.
Assista ao pronunciamento:
O pacote também inclui a possibilidade de saque de até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), como forma de auxiliar na quitação das dívidas.
De acordo com o presidente, a proposta busca “resolver a vida financeira das famílias” e devolver capacidade de consumo à população.
Bloqueio a bets
Quem aderir ao programa ficará impedido de acessar plataformas de apostas online — as chamadas bets — por um período de um ano.
Lula justificou a medida afirmando que o endividamento de parte da população está ligado ao crescimento desse tipo de atividade no país.
As apostas esportivas foram autorizadas no Brasil em 2018, mas só passaram a contar com regulamentação mais recente, a partir de 2023.
O governo avalia que o setor contribui para o aumento do comprometimento da renda das famílias.
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Escala 6x1
Durante o pronunciamento, o presidente também abordou outro tema de impacto econômico e social: a proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial.
O projeto já foi encaminhado ao Congresso Nacional.
Segundo ele, ampliar direitos pode estimular o crescimento econômico e melhorar a qualidade de vida da população.