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Códigos são essenciais no processo

A leitura dos códigos de barras permite a comunicação entre os diversos componentes no percurso dos itens

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br

Padronizar e compartilhar. Essas são as duas palavras-chave que resumem o primeiro passo a ser dado por uma empresa e a cadeia produtiva para implantar a rastreabilidade. A ferramenta que permite a comunicação entre os diversos componentes no percurso dos itens, desde a unidade produtora até o consumidor final, é o código de barras. O elemento é o RG do item, identificando-o por onde ele passa.

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"É preciso padronização nas identificações do item que você quer rastrear, em todos os lugares por onde ele vai passar. Quando tudo tiver identificado, é preciso que haja uma comunicação entre esses elos, para que todos saibam o paradeiro dos itens. Se o item é movimentado, tem que ter o compartilhamento da informação", destaca a assessora de negócios da Associação Brasileira de Automação (GS1 Brasil), Patrícia Amaral Okumura.

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A GS1 é uma organização sem fins lucrativos que concede as licenças de código de barras no Brasil. Seus padrões são utilizados em mais de 150 países. Para adquirir um código, a empresa interessada precisa se associar à entidade, pagando-lhe anuidades que variam de R$ 289 a R$ 2.769, a depender do faturamento anual.

Dentre os padrões disponíveis hoje, as principais referências em rastreabilidade são o GS1 DataMatrix e o GS1 Databar. O primeiro código vem sendo adotado principalmente pelo setor de saúde, com o objetivo de dar mais segurança na correta medicação ao paciente e evitar falsificações e desvios de cargas de remédios.

O DataMatrix foi definido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como a tecnologia de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados necessários ao rastreamento de medicamentos.

Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 54/2013, da Anvisa, todas as empresas pertencentes à cadeia de fabricantes de produtos farmacêuticos no País tem até dezembro de 2016 para adotar esse padrão. O código deve conter número de registro do medicamento junto à agência, número serial, data de validade dos itens e número do lote.

O código carrega informações do histórico do medicamento, desde sua produção até o uso em hospitais, garantindo que o paciente certo está recebendo o tratamento certo na hora correta. No caso do varejo de medicamentos, será possível rastrear lote, data de validade, possibilitando o monitoramento de todo o trajeto percorrido até a chegada às farmácias. O benefício, nesse caso, será evitar falsificações e desvio de cargas.

Varejo

Outro código que desponta como uma das principais tecnologias quando se fala em rastreabilidade é o GS1 Databar. É uma tendência global utilizar esse código no setor de frutas, verduras e legumes (FLV) e outros produtos perecíveis. Ele pode ser muito menor do que os códigos de barra tradicionais (EAN/UPC) e ainda codificar informações adicionais como número serial, número de lote e data de validade.

De dimensões reduzidas e maior capacidade de armazenar dados, o código traz vantagens para o varejo e ao consumidor. Por exemplo, na operação do caixa do supermercado, pode-se ter o controle da data de validade de produtos perecíveis e, assim, evitar a venda deles aos clientes. Além disso, as informações contidas no sistema ajudam o varejista a rastrear o produto, no caso de reclamações de qualidade.

Cadastro

A rastreabilidade também depende, essencialmente, de padrões de compartilhamento de informações. Dentre eles, está o Cadastro Nacional de Produtos (CNP). Trata-se de um grande banco de dados padronizado que a GS1 criou para todos os seus associados, alimentado de diversas informações pelos fabricantes. Todo produto ganha uma "ficha" no sistema, com dados pertinentes a sua fabricação. O CNP pode ser usado por pequenas, médias e grandes empresas de qualquer segmento, auxiliando a indústria e o varejo no cadastro e também no gerenciamento de informações.

Com uma linguagem única em todos os canais, as empresas apresentam ao mercado dados sempre com as mesmas características, como conteúdo, descrição, marca, etc. Todos os dados dos itens fabricados são lançados no sistema para que se obtenha a numeração do código de barras, o que é fundamental para se integrar informações com o grande varejo, que já utiliza o código nos produtos.

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