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Petrobras sobe preço do querosene de aviação em 18% a partir desta sexta (1º)

QAV é considerado o principal custo das companhias aéreas.

(Atualizado às 15:03)
Foto que contém aviões no pátio de embarque/desembarque do Aeroporto Internacional de Fortaleza.
Legenda: Passagens aéreas podem subir com reajuste no preço do querosene de aviação anunciado nesta sexta (1º) pela Petrobras.
Foto: Renato Bezerra/Diário do Nordeste.

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (1º) o aumento no preço do querosene de aviação (QAV), que já entra em vigor.

A alta é de 18%, o que corresponde a uma alta de R$ 1 por litro no comparativo com abril. Segundo a Petrobras, os compradores vão poder parcelar o aumento.

Ainda conforme a estatal, a alta é em virtude da tendência de crescimento no preço do barril de petróleo em virtude da guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Irã e Israel, em curso desde o fim de fevereiro.

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Compradores do QAV podem parcelar o aumento

A situação é semelhante a de abril. No mês passado, a Petrobras anunciou um reajuste de 55% no preço do QAV, e informou que as distribuidoras da aviação comercial poderiam parcelar esse reajuste em até seis vezes, com pagamento da primeira parcela para julho.

A opção de parcelamento, de acordo com a Petrobras, tem o objetivo de preservar a demanda pelo produto e diminuir os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado.

QAV representa quase metade dos custos operacionais de companhias aéreas

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que representa as principais companhias aéreas do país, até o fim de abril, o QAV correspondia por 45% dos custos operacionais das empresas de aviação.

A Petrobras detém cerca de 85% da produção de QAV, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para que outras empresas atuem como produtoras ou importadoras.

As tensões crescentes no Oriente Médio impactam a cadeia global do petróleo. O Irã e os vizinhos da região são os maiores produtores mundiais, detendo cerca de 20% da cadeia produtiva de petróleo globalmente.

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