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10 anos de Uber em Fortaleza: o que mudou para motoristas e passageiros

Aplicativo completa primeira década de atuação na Capital nesta quarta-feira (29).

Escrito por
Luciano Rodrigues luciano.rodrigues@svm.com.br
Homem branco ao celular solicitando um uber. Ao fundo aparece um carro preto.
Legenda: Mudanças na plataforma Uber ao longo de 10 anos impactam o cotidiano de passageiros e motoristas.
Foto: Helene Santos/Diário do Nordeste.

Integrada ao cotidiano de muitos fortalezenses, a Uber completa, nesta quarta-feira (29), 10 anos da chegada à Capital cearense com a promessa de revolucionar o serviço de transporte particular de passageiros.

Desde então, a plataforma passou por mudanças importantes na Cidade. Motoristas reclamam do aumento da fatia de corridas retida pela Uber e da segurança, crítica compartilhada por passageiros, que apontam queda na qualidade do serviço.

Nesse contexto, especialistas no setor reforçam os impactos das plataformas no mundo do trabalho, com pessoas empregadas sem vínculo empregatício formal com a empresa

Quais são, afinal, as principais mudanças sentidas por motoristas e pela população ao longo dos últimos 10 anos da Uber em Fortaleza? E o que esperar para o futuro? O Diário do Nordeste traz os detalhes.

Comodidade no transporte, mas com ressalvas

Maryna Mourão é estudante e, pelo menos uma vez ao dia, se desloca entre os bairros Quintino Cunha, onde mora em Fortaleza, e Jacarecanga, onde tem aulas da faculdade. O trajeto é feito normalmente de Uber Moto, plataforma que ela conhece bem.

"É uma facilidade maior na vida. Geralmente uso para ir em lugares próximos ou que os ônibus não passam", explica a estudante.

A psicóloga e psicanalista Natália Ferreira tem uma frequência maior com a Uber. São de 15 a 20 viagens semanais - pelo menos três diárias.

"A Uber é a minha forma de transporte. Passei a andar só de Uber a partir da pandemia. Tem ainda a questão de chegar mais rápido em um lugar", observa.

Em relação aos primeiros anos da Uber, Maryna relembra que foi uma revolução por deixar de andar de táxi e ter um serviço mais personalizado.

Oferta de motoristas cai e segurança ainda preocupa passageiras

O problema agora reside em achar um motorista. "Acredito que antes havia mais motoristas, era muito mais fácil, eles aceitavam rápido a corrida. Hoje em dia acho mais difícil de encontrar", diz a estudante Natália.

No trajeto, seja de ida ou de volta para a faculdade, o pai de Maryna acompanha de perto o percurso feito pela filha. Mesmo assim, ela relata que se sente desconfortável em alguns momentos.

"Tem percursos que a Uber sugere que são contraditórios, perigosos mesmo, em vez de colocar por um caminho mais escuro, ir por um mais iluminado", questiona.

Natália Ferreira acrescenta que, no início da operação, os relatos de vítimas de assédio de motoristas da plataforma aumentaram a percepção de insegurança. Os números reforçam essa preocupação: 56% das mulheres temem estupro dentro de um veículo por aplicativo no Ceará, conforme pesquisa feita pelo Projeto Elas, do  Diário do Nordeste.

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"Quando a Uber começou, foi uma grande questão os assédios. Nunca passei, mas tenho amigas que têm relatos disso. Com os anos, foi passando esse medo, e hoje tenho uma percepção mais social", avalia a psicóloga.

Procurada pela reportagem, a Uber reforçou o compromisso com a segurança e detalhou os protocolos adotados para proteger motoristas e passageiros (veja nota completa ao fim do texto).

Promessa de ganhos esbarra em custos crescentes

Mariana Borges conhece bem o cenário de Fortaleza pela Uber. Cadastrada na plataforma desde 2016, ela se viu obrigada a deixar a profissão de corretora de imóveis e se dedicar integralmente ao trabalho como motorista de aplicativo.

Ela tira atualmente R$ 8 mil mensais brutos (sem contar as despesas com o carro elétrico recém-comprado), mas acredita que os ganhos poderiam ser maiores.

Viver bem não dá. Daria se eu dedicasse um tempo maior, mas não teria qualidade de vida. Dá para sobreviver. Trabalho de 7h30 até as 16 horas, que é o horário que meu filho está na creche. É um dos horários mais fracos do Uber. Quem consegue ir de manhã bem cedo, de tarde ou no começo da noite começa a ganhar melhor".
Mariana Borges
Motorista da Uber desde 2016

As 100 primeiras corridas são mais difíceis, segundo a motorista. "Precisamos de uma valorização maior, de um reconhecimento maior. A Uber pode oferecer muitas outras coisas, dar outras recompensas para os motoristas. As concorrentes pagam mais, mas não me sinto tão segura", conta Mariana.

Autonomia de horários atrai, mas plataforma impõe novos limites

O motorista Alberto Rodrigues afirma ter sido um dos primeiros cadastrados como condutor da Uber em Fortaleza, em abril de 2016.

Com renda mensal que considera confortável, Alberto lamenta que agora a plataforma limite o tempo que o motorista pode ficar com o aplicativo ligado.

"Aqui é você quem corre atrás do seu ganho. Faturo até R$ 6 mil tranquilamente. A diferença é que antes rodávamos livres. Hoje em dia, a Uber bloqueia com 12 horas de aplicativo. Só libera depois de seis horas, considerando o descanso", conta.

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Tarifas estagnadas e custos em alta

Carros com ar-condicionado ligado, bem cuidados e com água e balas à disposição dos passageiros. O serviço personalizado do aplicativo, no início, atraiu quem buscava uma alternativa ao táxi.

É o que conta o motorista Evans Souza. Segundo ele, a Uber retinha, no começo, um valor fixo de 25% das corridas realizadas, enquanto a "bandeirada", isto é, o valor mínimo da corrida, estava fixada em R$ 6,75.

Com o passar dos anos - e principalmente durante a pandemia - a situação mudou. A fatia retida pela plataforma passou a ser maior, chegando a superar mais da metade do valor da corrida.

Quando a Uber começou em Fortaleza, era 25% fixo que a gente pagava para a Uber. Hoje, esse percentual é variável. A Uber me fornece um valor por tantas corridas. Pode me cobrar 20%, 25%, até 60%. Na maioria das corridas, ela fica de 35% a 45% do valor. Dependendo da demanda e do horário, o meu repasse para o aplicativo varia".
Evans Souza
Motorista da Uber

Evans é ainda presidente da Associação de Motoristas por Aplicativo do Ceará (AMAP-CE). Segundo ele, é consenso na entidade que a Uber está mais "precária, principalmente devido às tarifas".

"Não estou falando da tarifa que o passageiro paga, mas sim do repasse que é feito da Uber para o motorista de aplicativo. Nunca teve reajuste. O passageiro sempre foi pagando mais caro, mas esse repasse nunca foi repassado ao motorista. No começo tinha bombom, água, ar-condicionado em todos os carros. Hoje em dia, dificilmente vamos ver isso", declara.

"A gasolina, quando começou o transporte por aplicativo, era menos de R$ 3. A tarifa mínima que o motorista recebia era R$ 6,75. A gasolina hoje está mais de R$ 7, e a corrida mínima que o motorista recebe é R$ 5,80", completa Evans.

Vidros abertos para economizar combustível, mas especialista diz que ganho é mínimo

Uma das principais reclamações de passageiros de Fortaleza e de outras cidades onde a Uber atua no Ceará é motoristas rodarem com vidros baixos, inclusive durante o dia, sob altas temperaturas.

Os motoristas alegam que isso economiza combustível (em carros à combustão) e bateria (em carros elétricos), sobretudo com a gasolina na casa dos R$ 7 por litro.

Para especialistas no setor, no entanto, a economia é mínima. Gustavo Farias, engenheiro mecânico, diz que a diferença entre andar com o vidro baixo sem o ar ligado e com o vidro levantado com o ar ligado existe, mas é bem pequena. 

Essa economia é válida apenas para veículos que trafegam a até 60 km/h, e mesmo assim a depender do modelo. Acima dessa velocidade, a melhor opção é andar com os vidros levantados e ar ligado.

Acima dessa velocidade, a melhor opção é manter os vidros fechados e o ar ligado. Isso porque o vento que entra no carro funciona como um "paraquedas", exigindo mais esforço do motor e, por consequência, maior consumo de combustível.

Carros no trânsito na rua. Carro laranja com o vidro do motorista abaixado.
Legenda: Motoristas alegam que deixar o vidro abaixado economiza combustível.
Foto: Fabiane de Paula.

"Independentemente disso, o que mais vai impactar na economia de combustível é andar o máximo de tempo possível sob uma velocidade constante. Se fica acelerando e freando constantemente, o consumo aumenta", decreta.

Gamificação segura o aceite das viagens, diz entidade

Quando são considerados somente motoristas de carro (categorias Uber X, Comfort, Black e Envios - também chamado informalmente de "Flash Carro"), a plataforma mais do que triplicou a quantidade de condutores em Fortaleza em relação aos primeiros anos de operação.

72 mil
Esse é o número de motoristas da Uber em Fortaleza em 2026, segundo o presidente da AMAP-CE.

Evans Souza, contudo, explica que uma oferta maior de condutores não significa necessariamente corridas aceitas com mais rapidez. De acordo com ele, a Uber adota estratégias diferentes para os motoristas.

Pessoa dirigindo um carro com uma das mãos no volante enquanto o celular está preso a um suporte na frente do motorista.
Legenda: Passageiros relatam demora para motoristas aceitarem as corridas.
Foto: Antônio Rodrigues/Diário do Nordeste.

"Quando o usuário vai solicitar um Uber atualmente, existe uma demora. A Uber faz uma 'gamificação': fica jogando a mesma corrida para vários motoristas diferentes, sempre defasados, humanamente impossível de o motorista fazer. A corrida que pra mim vale R$ 7, para outro vale é R$ 11, para outro vale R$ 9", argumenta.

"É um relato comum dos passageiros a demora em aceitar a corrida.O número de motoristas até aumentou, mas eles estão esperando um valor justo para aceitar", expõe.

A Uber e outros aplicativos de transporte populares em Fortaleza, como 99 e InDriver, praticam basicamente o mesmo preço das corridas, conforme Evans.

"Quem pensar que os aplicativos são solução, que saiba: é só momentânea. Quem não tiver controle financeiro, pode ser um problema. Não aconselho ninguém a entrar em aplicativo devido aos valores dos carros, a tarifa repassada e o perigo. Mais de 60 motoristas por aplicativo foram mortos em 10 anos", evidencia.

Os impactos da chegada da Uber moto

Para o consumidor, a chegada da Uber Moto, que completa em maio cinco anos de funcionamento em Fortaleza, trouxe a opção de um serviço mais barato e útil para entregas em diversas situações.

Já os motoristas ouvidos pela reportagem apontam a chegada da Uber Moto como um dos grandes vetores de queda na rentabilidade. Conforme Evans Souza, mesmo com um número muito maior de motoristas de carro, a chegada das motos por aplicativo na plataforma fez a demanda cair 30%.

Para Rony Silva, vice-presidente da Associação dos Motoboys e Trabalhadores por Aplicativo do Estado do Ceará (AMOT-CE), os últimos cinco anos representaram, para os trabalhadores da Uber Moto, sobretudo "desvalorização e precarização".

Mociclista de uber moto com passageiro em movimento.
Legenda: Chegada da Uber Moto gera desafios.
Foto: Thiago Gadelha.

"As principais reivindicações da categoria são justamente o oposto do cenário atual: mais diálogo, promoções, benefícios, segurança, reajuste justo por quilômetro rodado e valorização real do trabalhador. Em vez de melhorar os ganhos, o que se percebe é uma redução na remuneração, mesmo com o aumento dos custos", relata.

Silva critica ainda o fato de a Uber, muitas vezes, não pagar R$ 1 por quilômetro rodado aos motociclistas.

"No início, havia corridas com valores próximos de R$ 1,00/km a R$ 1,20/km. Hoje, o ideal seria pelo menos R$ 1,50/km. Em cinco anos, não vemos uma melhora significativa. Pelo contrário: a percepção da categoria é de que houve piora, principalmente na remuneração, na segurança e no relacionamento com a plataforma", destaca.

"A maioria dos motociclistas ainda utiliza os aplicativos como fonte de renda. No entanto, cresce entre os trabalhadores o sentimento de que o aplicativo deixou de ser uma renda principal viável. Muitos relatam em grupos e redes sociais o desejo de voltar ao regime CLT e deixar a Uber apenas como renda complementar", assegura Rony Silva.

'Uber Mulher' trouxe avanço, mas disponibilidade limitada 

Em funcionamento há menos de dois meses, o Uber Mulheres atende a um pedido antigo das passageiras por corridas realizadas exclusivamente por motoristas mulheres.

A funcionalidade de escolher apenas motoristas mulheres para corridas, disponível para passageiras em Fortaleza desde março, é vista como fundamental pela psicóloga Natália.

Saber que vou sair para curtir a noite e voltar para casa com uma mulher é outra vida. É uma garantia de que vou voltar viva para casa e me deixa tranquila".
Natália Ferreira
Psicóloga e psicanalista. Utiliza a Uber diariamente.

Para a motorista e passageira Mariana Borges, porém, o sentimento é ambíguo. Como a disponibilidade de motoristas mulheres aparenta ser menor do que a de homens, as viagens feitas pelo serviço precisam ser agendadas.

Mulher segura um celular de frente para ela. Na tela está escrito
Legenda: Funcionamento do "Uber Mulheres" ainda não é satisfatório, diz passageira
Foto: Shutterstock.

A plataforma explica que o Uber Mulher está alicerçado sob três funcionalidades principais:

  • Reserve Uber Mulher: usuárias poderão selecionar a opção ao agendarem viagens, permitindo programar trajetos com pelo menos 30 minutos de antecedência;
  • Preferência das mulheres: passageiras poderão ativar a preferência por motoristas mulheres. A Uber afirma que, com essa opção ativa, o aplicativo priorizará uma motorista mulher na solicitação das viagens de Uber X, mas não garante que essa viagem será feita por uma motorista mulher;
  • Uber Mulher: as usuárias verão essa opção disponível ao solicitar uma viagem de forma imediata na tela. A disponibilidade será apenas durante o período diurno. A Uber declara que vai tentar buscar motoristas mulheres para a passageira. Se o tempo de espera for muito longo, vai perguntar para a usuária se ela deseja continuar esperando ou prefere redirecionar a viagem para o motorista mais próximo.

"Eu também sou passageira. Quando saio, às vezes é difícil até para estacionar. Me sinto mais segura e relaxada quando a motorista é mulher. Quando estou com meu filho, uma mulher entende mais o que estou passando", pondera Mariana Borges.

Sem regulamentação clara, 'motoristas e passageiros ficam reféns das plataformas'

O impasse chegou ao Poder Público. O Projeto de Lei Complementar (PLC) 152/25 previa a regulamentação da profissão de motorista por aplicativo, mas foi retirada de pauta e segue sem previsão de votação no Congresso Nacional.

Segundo Evans Souza, foram retiradas da proposta itens fundamentais para a categoria, como "bandeirada" (tarifas mínimas) e a "bandeira 2" (corridas mais caras no período noturno e no fim de semana).

Para Desiree Mota, economista e diretora de relacionamento com o setor público da Associação Brasileira de Recursos Humanos no Ceará (ABRH-CE), a ausência de uma definição clara sobre o vínculo entre motoristas e plataformas perpetua desafios importantes.

A onda da 'uberização' criou uma nova atividade econômica, importante para complementar a renda. O relacionamento entre motoristas e passageiros é regido por regras que são aceitas por ambos ao se credenciarem. Não existem direitos trabalhistas para o motorista, pois seu regime de trabalho é livre, assim entendem a maioria dos juristas".
Desiree Mota
Economista e diretora de relacionamento com o setor público da ABRH-CE.

"Espera-se, para os próximos anos, uma regulamentação da atividade que traga algumas garantias ao motorista, como o recolhimento de impostos visando à aposentadoria. A proposta, porém, tem encontrado resistências dos próprios trabalhadores, diante da necessidade de abrir um MEI e arcar com um imposto que hoje não existe", comenta a especialista.

Para Evans Souza, os fortalezenses estão "reféns" da plataforma. "O motorista está refém das plataformas, o passageiro também, pois o transporte público não oferece a comodidade de ir onde quer na hora que quer. Já está na cultura", avalia.

O que diz a Uber?

Procurada pelo Diário do Nordeste para se posicionar sobre os apontamentos de motoristas, entidades, especialistas e passageiros, a Uber respondeu parcialmente aos questionamentos.

Atualmente, o aplicativo atende 31 municípios do Ceará, 16,8% do território estadual. Entre as cidades atendidas estão Fortaleza, Sobral e Juazeiro do Norte.

A Uber afirma que a categoria Moto começou a funcionar em maio de 2022 por cidades do interior, como Sobral e Limoeiro do Norte, apesar de informações já apontarem motociclistas da plataforma atuando na Capital um ano antes.

O aplicativo disponibiliza diferentes categorias no Estado, sendo as mais populares o UberX e o Uber Moto. A plataforma também oferece serviço de táxi integrado ao aplicativo.

A Uber não informou a quantidade oficial de motoristas ativos no Estado, nem o número de clientes por município. Também não respondeu aos questionamentos sobre a retenção de valores acima da taxa de 25% anteriormente fixada pela plataforma.

Confira a nota completa da Uber sobre segurança:

Segurança é um compromisso prioritário para a Uber e, por conta disso, o Brasil conta com o primeiro Centro de Desenvolvimento Tecnológico da empresa na América Latina, inaugurado em 2018. Em 2024, anunciamos um investimento de R$ 1 bilhão ao longo de cinco anos para a expansão dele. Atualmente, contamos com 480 profissionais de tecnologia e esperamos alcançar 700 colaboradores até o final de 2025. Grande parte dos novos recursos de segurança que chegam ao aplicativo estão sendo desenvolvidos no país, com a participação de engenheiros e especialistas brasileiros.

Além das ferramentas de segurança para todas as modalidades de viagem pela Uber, como seguro de acidentes pessoais e o limitador de tempo que os parceiros podem dirigir online pelo aplicativo, a empresa disponibiliza uma série de recursos focados em Uber Moto. Dentre eles, estão: a selfie de capacete, que verifica se o motociclista está utilizando o equipamento obrigatório antes de começar a fazer viagens; e o alerta de velocidade, que exibe o limite de velocidade, em tempo real, além de enviar um conteúdo educacional caso o parceiro tenha excedido o limite. O desrespeito às regras de trânsito configura violação ao Código da Comunidade e aos Termos e Condições da plataforma exigidos tanto de parceiros quanto de usuários e pode levar a desativação da conta. 

Para se cadastrar no aplicativo da Uber e dirigir na modalidade moto, o motociclista parceiro precisa ter mais de 19 anos, CNH definitiva na categoria A e se enquadrar nos requisitos da legislação federal em vigor. A empresa mantém um contrato com o Serpro, empresa de TI do Governo Federal, para confirmar as informações cadastrais dos motoristas parceiros, de seus veículos e pessoas que querem se cadastrar na plataforma como motoristas. Todos os parceiros cadastrados passam por uma checagem periódica de apontamentos criminais, desde a primeira viagem. 

A Uber também implementa algoritmos de reconhecimento facial e, ao criar a conta, verifica se a foto de perfil coletada do motorista parceiro é verídica, tirada ao vivo e não corresponde a um perfil ativo ou previamente desativado. Além disso, o aplicativo pede, aleatoriamente, para que os motoristas parceiros tirem uma selfie antes de aceitar uma viagem ou de ficar on-line, para ajudar a verificar se a pessoa que está usando o aplicativo corresponde àquela da conta que temos no arquivo. Isso e outros controles que preservamos mencionar para evitar dar dicas a malfeitores ajudam a prevenir fraudes e proteger as contas dos condutores de serem comprometidas.

A plataforma incentiva o respeito aos princípios de segurança viária em campanhas, blitzes educativas em diferentes cidades e comunicações com os parceiros. A empresa possui parceria com uma consultoria de segurança viária para produzir materiais educativos e de prevenção de acidentes.

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