Atenção! El Niño pode trazer seca em 2027 para o Ceará
Como a pluviometria deste ano não permitiu boa recarga dos grandes açudes cearenses e diante do que se prenuncia, é hora de providências preventivas
Todas as informações dos institutos que monitoram o clima no mundo estão a dizer e a repetirem, baseados em imagens de satélites e em estudos científicos, que está vindo aí, na velocidade da Space X, o El Niño (o menino ou menino Jesus) – fenômeno da natureza que causa o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, alterando as correntes de ar e afetando todo o planeta, provocando, entre outras coisas, enchentes no Sul do Brasil e no Norte da Argentina, e seca no Norte e no Nordeste brasileiros.
Esse fenômeno teria como origem as mudanças climáticas que o mundo vivencia neste momento, e os cearenses já estamos a experimentá-las, pois as chuvas, esparsas, mas intensas, seguem a desabar sobre as regiões do Ceará em plena segunda quinzena do mês de maio,e isto seria resultado dessas mudanças.
Este 2026 foi (usemos o verbo no passado), em algumas regiões do Ceará, um ano de pluviometria abaixo da média, como previra a Funceme; mas noutras regiões os pluviômetros registraram chuvas na média; e em outras, como na do Cariri, acima da média histórica. Para um estado cuja agricultura depende 100% da água da chuva, a aproximação de mais um El Niño assusta os que produzem no campo. Isto quer dizer que, a partir da primeira quinzena do vizinho mês de junho, o Ceará e toda a geografia do Nordeste estarão de novo sob o castigo de uma nova temporada de prolongada estiagem.
Dependendo da extensão desse El Niño, o Ceará só terá de volta as chuvas lá pelo primeiro trimestre de 2028, pois a tendência é de que ele invadirá o ano de 2027, segundo os mesmos estudos.
(Para o presidente da Funceme, engenheiro Eduardo Sávio Martins, ainda é cedo para afirmar que o El Niño será de forte intensidade, como indica, por exemplo, o NOOA, um dos mais importantes institutos mundiais de monitoramento do clima).
Como a pluviometria deste 2026 foi insuficiente para recarregar os grandes açudes – entre os quais o Castanhão (capacidade de 6,5 bilhões de m³), o Orós (2 bilhões de m³), o Banabuiú (1,5 bilhão de m³) e o Araras (900 milhões de m³) – já deve ter acendido o sinal vermelho de perigo na sala dos que, na Companhia de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Cogerh) da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH).
Esta coluna é leiga no tema, mas pode sugerir que as autoridades da SRH instalem um comitê de crise (exatamente para evitar a crise) que faça, primeiro, um raio-x da questão e, com base nele, elabore uma série de providências a serem adotadas, como uma campanha de comunicação que leve a população a poupar água e a reduzir o seu desperdício, o que pode ser feito de várias maneiras, como, por exemplo, a limitação do tempo de funcionamento dos chamados lava-jatos.
O El Niño costuma, também, provocar enchentes no Sudeste, e isto sempre foi e será bom, outra vez, para o Nordeste, pois são as águas dessas chuvas que enchem os afluentes do São Francisco, em Minas Gerais, as quais chegam à gigantesca barragem de Sobradinho, cuja capacidade é de 35 bilhões de m³. Temos aqui, então, a expectativa extraordinária de que, esmo com o El Niño, o Projeto São Francisco de Integração de Bacias assegurará água para o abastecimento da população da Região Metropolitana de Fortaleza (quase 4 milhões de pessoas).
A Cogerh está desafiada a fazer do limão do El Niño uma limonada.
Eis o que diz sobre o El Niño o site do NOOA, um dos mais importantes institutos que monitoram o clima mundial:
"O El Niño (e seu oposto, La Niña) são as fases quente e fria de um padrão climático natural no Pacífico tropical, conhecido como Oscilação Sul do El Niño, frequentemente chamado de "ENSO". Esse padrão alterna entre as fases mais frias e mais quentes a cada dois a sete anos. Há também uma fase intermediária, a fase neutra do ENSO, quando as temperaturas da superfície do mar geralmente ficam próximas da média. Essa fase neutra pode durar meses ou anos. Embora a intensidade máxima do El Niño de 2026 ainda não tenha sido determinada, os cientistas sabem que esse fenô,eno pode afetar o clima de forma significativa."
CIMENTO APODI DESTACA A ECONOMIA CIRCULAR
No Brasil e no mundo, a pauta da reciclagem ganha cada vez mais relevância diante da necessidade de ampliar soluções para os resíduos sólidos, reduzir emissões e fortalecer práticas ligadas à economia circular e à transição energética.
Nesse contexto, a indústria cimenteira tem assumido papel estratégico ao desenvolver iniciativas voltadas para o reaproveitamento de materiais e a destinação ambientalmente adequada de resíduos sem possibilidade de reciclagem convencional. Alinhada a esse compromisso, a cearense Companhia de Cimento Apodi, com fábrica em Quixeré, vem investindo em ações que unem sustentabilidade, impacto social e inovação.
Um dos destaques é o Projeto Refarda, iniciativa que já resgatou mais de 400 fardas em parceria com a Associação Comunitária Beneficente de Quixeré, no Ceará. As peças, antes sem utilização, passaram a ganhar nova vida por meio da produção de mochilas, nécessaires, estojos, ecobags, sacochilas e outros itens reutilizáveis.
Além de contribuir para a redução de resíduos e incentivar a economia circular, o projeto também promove inclusão produtiva e geração de renda para a associação parceira, fortalecendo o desenvolvimento local e ampliando o impacto positivo da iniciativa junto à comunidade.
“Mais do que reaproveitar materiais, o Refarda representa uma forma de conectar sustentabilidade, transformação social e valorização das pessoas. Acreditamos que pequenas mudanças podem gerar grandes impactos coletivos, estimulando uma cultura de reaproveitamento consciente dentro e fora da indústria”, destaca Cybelle Borges, Coordenadora de Sustentabilidade e ESG da Apodi.
Veja também