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72% dos nordestinos são a favor do fim da escala 6x1, mostra pesquisa Quaest

Nordeste é a região com maior índice favorável à mudança. No País, percentual de pessoas a favor da medida chega a 68%.

Escrito por
João Gabriel Tréz joao.gabriel@svm.com.br
(Atualizado às 11:13)
Mãos com unhas decoradas em glitter rosa seguram um smartphone que exibe a tela inicial azul do aplicativo Carteira de Trabalho Digital, com o brasão do Brasil em destaque. A imagem, capturada em ângulo diagonal, mostra o aparelho apontado para cima em um ambiente de escritório com parte de um teclado visível ao fundo.
Legenda: 72% dos entrevistados da região Nordeste apoiam o fim da escala 6x1, segundo pesquisa Quaest.
Foto: Kid Júnior.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (18) mostra que 72% dos nordestinos são a favor do fim da escala 6x1 — é o maior índice entre as regiões do País.

O levantamento mostra a percepção dos brasileiros sobre a pauta que entra em momento decisivo de tramitação na Câmara dos Deputados, com previsão de votação no próximo dia 27.

Para a pesquisa, 2.004 pessoas foram ouvidas em todo o País entre 8 e 11 de maio.

Apesar de queda em relação a pesquisa realizada em julho de 2025, quando o índice a favor na região chegou a 77%, o número se manteve igual agora em relação ao levantamento anterior mais recente, feito em dezembro de 2025.

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No escopo geral do Brasil, a pesquisa aponta que a maioria dos brasileiros é a favor do fim da escala 6x1. O índice da região Nordeste é o único que supera a porcentagem do País (veja percentuais abaixo).

Você é a favor ou contra o fim da escala 6x1? - por região

  • Nordeste: 72% a favor; 16% contra; 10% não sabe/não respondeu; 2% nem a favor, nem contra.
  • Sudeste: 66% a favor; 24% contra; 6% não sabe/não respondeu; 4% nem a favor, nem contra.
  • Centro-Oeste/Norte: 66% a favor; 22% contra; 9% não sabe/não respondeu; 3% nem a favor, nem contra.
  • Sul: 63% a favor; 29% contra; 6% não sabe/não respondeu; 2% nem a favor, nem contra.

Você é a favor ou contra o fim da escala 6x1? - geral

  • 68% a favor;
  • 22% contra;
  • 7% não sabe/não respondeu;
  • 3% nem a favor, nem contra.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e feito por entrevistas face a face em domicílios de brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança da pesquisa é de 95%.

Escala 6x1 deve ser votada na Câmara dos Deputados no dia 27

A proposta de fim da escala 6x1 tramita na Câmara dos Deputados em diferentes propostas de emenda à Constituição, além de ser objeto de um projeto de lei do governo Lula.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o governo entraram em acordo para votar em conjunto o PL de Lula e uma das PECs já em discussão na Casa.

A previsão de votação das propostas no plenário da Câmara é para o dia 27. Um dia antes, em 26 de maio, o relatório da PEC será votado na comissão especial que debate a redução da jornada de trabalho.

Entenda propostas pelo fim da escala 6x1

O projeto de lei nº 1838, de 2026, que foi encaminhado pelo presidente Lula (PT), altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), bem como legislações correlatas, para reduzir em quatro horas semanais a jornada de trabalho dos empregados em diferentes setores.

O texto do governo prevê um máximo de 40 horas semanais, com um teto de oito horas diárias e uma concessão de dois dias de repouso remunerado. Os pisos salariais vigentes não devem ser alterados ou reduzidos.

Entre as categorias trabalhistas abrangidas no texto estão os funcionários domésticos, setor comerciário, radialistas, atletas, aeronautas e demais funções abarcadas na CLT e em legislações específicas.

Em geral, as principais alterações são:

  • Jornada de trabalho semanal máxima: 40 horas semanais (atualmente, são 44 horas semanais);
  • Período de repouso remunerado: dois dias, preferencialmente sábado e domingo (atualmente, é um dia, preferencialmente domingo);
  • Padrão semanal a ser adotado: até oito horas diárias, na escala 5x2 (atualmente, são até oito horas diárias, na escala 6x1);
  • Escalas especiais: mantém-se um regime de 12 horas de trabalho consecutivas por 36 horas ininterruptas de descanso, desde que seja cumprido o limite médio mensal de 40 horas semanais (atualmente, o limite médio mensal é baseado em 44 horas semanais).

Já a PEC que deve ser votada no próximo dia 27 é a de número 148/2015, de autoria do deputado Paulo Paim (PT-RS)

Ela propõe a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas, sem especificação de escala e com transição gradual em 5 anos.

A implementação gradual se daria em quatro etapas, sendo uma por ano. Por exemplo, já no ano seguinte à promulgação da lei, a redução seria para 40 horas semanais. Nos três anos posteriores, a redução seria de uma hora semanal a cada ano, até alcançar a jornada de 36 horas semanais. A jornada diária permaneceria de oito horas e não haveria perda salarial para os trabalhadores.

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