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Sidney Oliveira, da Ultrafarma, e outros 10 são denunciados por fraudes no ICMS

O grupo movimentou cerca de R$ 1 bilhão em créditos tributários fraudulentos.

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 14:40)
Sidney é um homem branco, idoso e calvo. Na foto, ele está de terno preto, camisa social aberta e usa óculos de armação grossa e redonda.
Legenda: Sidney Oliveira é o fundador da Ultrafarma.
Foto: Divulgação/Ultrafarma.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou, nesta sexta-feira (15), 11 pessoas vinculadas a um esquema bilionário de manipulação de créditos de ICMS na Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-SP). Um dos denunciados é o empresário Sidney Oliveira, fundador da empresa Ultrafarma, e o ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto.

O que aconteceu

Segundo os promotores de Justiça, Neto é apontado como o principal articulador do grupo criminoso que movimentou cerca de R$ 1 bilhão em créditos tributários fraudulentos de ICMS a empresas do varejo no governo de São Paulo.

O processo tramita na 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.

Segundo o g1, que publicou as informações, o ex-fiscal Alberto Toshio Murakami também está entre os denunciados — mas ele está foragido.

O Diário do Nordeste busca um posicionamento da Ultrafarma. Se houver retorno, este texto será atualizado.

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Entenda a Operação Ícaro

Sidney Oliveira, Artur Gomes da Silva Neto e Toshio Murakami são suspeitos de integrar uma organização criminosa que cometeu fraudes tributárias em um esquema que teria sido iniciado por Neto na Fazenda estadual. O esquema é investigado no âmbito da Operação Ícaro, do MPSP. 

No último fevereiro, o grupo já havia sido denunciado por corrupção na mesma operação e já havia se tornado réu na Justiça paulista.

Conforme os promotores envolvidos no processo, a organização era "estável, hierarquizada e profissionalizada" e teria operado por cerca de quatro anos para "lucrar com corrupção e lavagem via créditos tributários".

Enquanto Artur Gomes Neto é considerado o líder da organização, Sidney era responsável por analisar e liberar créditos fraudados e captar empresas para o esquema. Além disso, o fundador da Ultrafarma atuava na expansão dos crimes.

O MPSP apontou ainda Rogério Barbosa Caraça, diretor fiscal da Ultrafarma, como responsável por operacionalizar o esquema dentro da empresa e enviar documentos e pedidos fraudulentos. 

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