Sidney Oliveira, da Ultrafarma, e outros 10 são denunciados por fraudes no ICMS
O grupo movimentou cerca de R$ 1 bilhão em créditos tributários fraudulentos.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou, nesta sexta-feira (15), 11 pessoas vinculadas a um esquema bilionário de manipulação de créditos de ICMS na Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-SP). Um dos denunciados é o empresário Sidney Oliveira, fundador da empresa Ultrafarma, e o ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto.
O que aconteceu
Segundo os promotores de Justiça, Neto é apontado como o principal articulador do grupo criminoso que movimentou cerca de R$ 1 bilhão em créditos tributários fraudulentos de ICMS a empresas do varejo no governo de São Paulo.
O processo tramita na 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.
Segundo o g1, que publicou as informações, o ex-fiscal Alberto Toshio Murakami também está entre os denunciados — mas ele está foragido.
O Diário do Nordeste busca um posicionamento da Ultrafarma. Se houver retorno, este texto será atualizado.
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Entenda a Operação Ícaro
Sidney Oliveira, Artur Gomes da Silva Neto e Toshio Murakami são suspeitos de integrar uma organização criminosa que cometeu fraudes tributárias em um esquema que teria sido iniciado por Neto na Fazenda estadual. O esquema é investigado no âmbito da Operação Ícaro, do MPSP.
No último fevereiro, o grupo já havia sido denunciado por corrupção na mesma operação e já havia se tornado réu na Justiça paulista.
Conforme os promotores envolvidos no processo, a organização era "estável, hierarquizada e profissionalizada" e teria operado por cerca de quatro anos para "lucrar com corrupção e lavagem via créditos tributários".
Enquanto Artur Gomes Neto é considerado o líder da organização, Sidney era responsável por analisar e liberar créditos fraudados e captar empresas para o esquema. Além disso, o fundador da Ultrafarma atuava na expansão dos crimes.
O MPSP apontou ainda Rogério Barbosa Caraça, diretor fiscal da Ultrafarma, como responsável por operacionalizar o esquema dentro da empresa e enviar documentos e pedidos fraudulentos.