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Fortaleza é a sétima cidade do País com maior potencial de consumo em 2026

Habitação deve ser o principal gasto do fortalezense, representando 21,5% das despesas totais.

Escrito por
Letícia do Vale leticia.dovale@svm.com.br
Cédulas e moeda de real sobre calculadora representam renda, consumo e movimentação da economia brasileira.
Legenda: Apesar da colocação, potencial de consumo em Fortaleza caiu 5% entre 2025 e 2026.
Foto: Agência Diário.

Os fortalezenses podem movimentar cerca de R$ 91,5 bilhões em 2026, a partir do consumo de bens e serviços. O valor torna a Capital a sétima cidade do País com maior potencial de consumo neste ano, além de ser a primeira do Estado. Os dados são da pesquisa IPC Maps 2026.

Em primeiro lugar entre os setores que mais devem demandar investimento da população está a habitação, com R$ 19,7 bilhões previstos, aproximadamente 21,5% do total.

Logo em seguida, aparecem itens como veículo próprio (R$ 10,9 bilhões), alimentação no domicílio (R$ 9,8 bilhões) e alimentação fora do domicílio (R$ 4,6 bilhões)

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De acordo com a pesquisa, o consumo per capita na cidade este ano deve ser de cerca de R$ 35 mil, aproximadamente 20,2% acima da média do índice urbano estadual (R$ 29,1 mil ao ano).

Para o membro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Ricardo Coimbra, o indicador de consumo reflete o alto nível de concentração de renda em Fortaleza. 

O resultado da Capital é 9 vezes superior ao de Caucaia (R$ 10,3 bi), segunda colocada entre as cidades cearenses com maiores potenciais de despesas, e representa 38,6% do total do Estado.

“Sabemos que Fortaleza tem uma geração de riqueza, mas essa geração de riqueza, de potencialidade de consumo, é muito concentrada”, destaca.

Ao todo, Fortaleza registra 341.649 empresas (cerca de 45,4% do total do Ceará), sendo 219.050 do ramo de serviços, 74.668 do comércio, 47.362 da indústria e 569 do agronegócio.

Top 10 cidades brasileiras mais consumidoras em 2026

IPC Maps 2026
Ranking nacional Cidade Potencial de consumo - R$ bi
1 São Paulo (SP) 652,476
2 Rio de Janeiro (RJ) 346,941
3 Brasília (DF) 171,312
4 Belo Horizonte (MG) 142,264
5 Curitiba (PR) 120,780
6 Salvador (BA) 105,250
7 Fortaleza (CE) 91,504
8 Porto Alegre (RS) 84,495
9 Goiânia (GO) 84,079
10 Campinas (SP) 75,983

Top 10 despesas potenciais do fortalezense em 2026

IPC Maps 2026
Despesa Valor (R$)
Habitação 19.716.879.451
Outras Despesas 17.504.284.155
Veículo próprio 10.929.260.992
Alimentação no Domicilio 9.892.714.504
Alimentação fora do Domicilio 4.690.988.590
Higiene e Cuidados Pessoais 3.649.406.101
Materiais de Construção 3.484.943.472
Plano Saúde / Trat. Médico Dentário 3.162.814.810
Educação 3.001.841.951
Medicamentos 2.577.440.521
 

Classes B e C representam mais da metade do consumo em Fortaleza

A classe C é apontada como a principal consumidora em Fortaleza em 2026, com um potencial de R$ 30,6 bilhões (33,4%). Já a classe B não fica muito atrás: com previsão de R$ 29,9 bilhões, a faixa representa 32,7% do potencial de consumo total da Capital cearense.

Apesar de economicamente mais abastada, a classe A aparece em terceiro lugar, com R$ 20 bilhões previstos (21,9%). Por fim, as classes D e E representam R$ 10,8 bilhões do potencial de consumo de Fortaleza, 11,9% do total. 

Essa diferença ocorre devido ao número mais significativo de pessoas pertencentes às classes B e C, lembra Coimbra. 

Conforme mostra o estudo, o número de domicílios da classe A em Fortaleza representa apenas 2,8% do total, enquanto a porcentagem das classes B e C, juntas, é de 64,1%. Para as classes D e E, a porção é de 33,1%. 

“A classe A tem um número menor de pessoas, mas acaba tendo uma participação bem significativa”, ressalta o especialista. 

Potencial de consumo em Fortaleza caiu 5% entre 2025 e 2026

Apesar da marca de sétima cidade do País com maior potencial de consumo em 2026, o resultado de Fortaleza deste ano indica uma queda de quase 5% em relação a 2025, quando a pesquisa apontou uma previsão de R$ 96,27 bilhões para a Capital. 

Segundo Coimbra, o indicador de perspectiva de capacidade de consumo apontado pelo estudo está relacionado ao potencial de geração de renda da população.

Assim, a queda de valores registrada entre 2025 e 2026 demonstra que a capacidade de geração de renda do fortalezense também caiu. 

“Significa dizer que o ritmo da atividade econômica no município pode ter gerado uma tendência menor”, reflete.  

Para os próximos anos, sugere, a tendência é que Fortaleza também não evolua no ranking nacional de consumo. Conforme explica, para os resultados da cidade cearense superarem os de novas capitais, seria necessário um crescimento da atividade econômica de forma robusta por muitos anos. 

“É um processo que deve ser continuado e que necessita, muitas vezes, não só do investimento do setor público, mas, principalmente, da atração da iniciativa privada”, salienta. 

Ceará é o 10º estado com maior potencial de consumo

Com potencial de R$ 236,7 bilhões para 2026, o Ceará ocupa a 10ª colocação entre os estados com as maiores previsões de consumo. O número representa apenas 2,7% do total nacional (R$ 8,6 trilhões). 

Mesmo mantendo a mesma posição de 2025, o resultado deste ano apresenta uma variação negativa de 2% em relação ao ano passado, quando a pesquisa registrou um potencial de R$ 241,7 bilhões. 

Por outro lado, a variação de empresas foi de 10,9%, saindo de 677.514 negócios em 2025 para 751.255 em 2026. 

Top 10 estados mais consumidores em 2026

IPC Maps 2026
Ranking nacional Estado Consumo Total (R$ bi/ano)
1 São Paulo 238,61
2 Minas Gerais 89,02
3 Rio de Janeiro 76,83
4 Paraná 57,34
5 Rio Grande do Sul 56,63
6 Santa Catarina 45,10
7 Bahia 40,96
8 Goiás 32,47
9 Pernambuco 25,79
10 Ceará 23,67
 

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