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Fast Shop é multada em 1 bilhão por fraudes no ICMS

Sanção é a maior já aplicada com base na Lei Anticorrupção.

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 07:19)
Loja da Fast Shop
Legenda: A Fast Shop terá 30 dias para pagar o valor integral da multa.
Foto: Divulgação.

O governo de São Paulo multou a rede varejista Fast Shop em R$ 1,04 bilhão por fraude tributária e pagamento de propina de R$ 422 milhões a um fiscal da Secretaria da Fazenda do Estado, conforme informações do Estadão. O valor é o maior já aplicado em multa no Brasil com base na Lei Anticorrupção.

A punição foi aplicada nesta segunda-feira (11) após a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instaurar um Processo Administrativo de Responsabilização de Pessoa Jurídica, que confirmou o envolvimento da empresa nos crimes. O esquema foi descoberto na Operação Ícaro, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em agosto do ano passado. 

Fast Shop terá 30 dias para pagar o valor integral de R$ 1,04 bilhão, que não pode ser parcelado. 

"Entre 2021 e 2025, a empresa recebeu quase R$ 1,6 bilhão em termos de ressarcimento de ICMS. Desse valor, R$ 1,04 bilhão era indevido e ela só conseguiu porque pagou propina para um auditor para ter acesso às informações privilegiadas", disse ao Estadão o controlador-geral do Estado, Rodrigo Fontenelle. 

Em setembro de 2025, dois dois sócios e um diretor executivo da Fast Shop assinaram um acordo junto ao MP-SP para encerrar as investigações contra eles e concordaram em pagar R$ 100 milhões em multas

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Investigação

A investigação revelou que os empresários pagavam os auditores fiscais da Fazenda estadual paulista para que facilitassem o ressarcimento de créditos de ICMS junto à Sefaz-SP.

Todas as empresas varejistas contribuintes têm direito ao ressarcimento, porém o procedimento é complexo e tem prazos longos. 

Conforme o MPSP, entre dezembro de 2021 e julho de 2025, a Fast Shop pagou à empresa de fachada dos fiscais envolvidos, a Smart Tax, acima de R$ 422 milhões. O montante teve o retorno de R$ 1,5 bilhão através de créditos de ressarcimento de ICMS.

A operação resultou na prisão de um diretor da Fast Shop. Na época, a empresa afirmou, por meio de comunicados, que estava colaborando integralmente com as autoridades.

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