União Europeia fiscalizará pescado brasileiro, inclusive o do Ceará
Auditores da UE inspecionarão toda a estrutura de barcos pesqueiros e de indústrias beneficiadoras. É o primeiro passo para reabrir mercado europeu
Informa o ministério da Agricultura: uma comitiva de auditores da Direção-Geral de Saúde e da Segurança Alimentar da União Europeia visitará o Brasil de 8 a 19 do próximo mês de junho. Objetivo: fiscalizar toda a estrutura pesqueira brasileira, inclusive, e principalmente, seus barcos de pesca e suas unidades industriais de beneficiamento de pescados.
Essa avaliação será a primeira e mais importante providência para possibilitar a reabertura do mercado europeu para os pescados brasileiros.
Serão visitadas e vistoriadas as embarcações de pesca industrial no Rio Grande do Norte e em Santa Catarina e, também, unidades de processamento de pescados em Ceará, Pernambuco e Parará.
Em 2017, auditores europeus estiveram no Brasil e condenaram tanto os barcos pesqueiros quanto as unidades industriais brasileiras de processamento de pescado. Espera-se que, agora, essa fiscalização tenha um final feliz e permita a reabertura do mercado europeu. A indústria pesqueira brasileira fez investimentos para melhorar sua infraestrutura.
O Ministério da Agricultura está informando que, se a fiscalização dos europeus terminar bem, a reabertura do mercado da Europa para os pescados brasileiros poderá acontecer ainda neste ano.
CEARENSE FRED PINHO ENTRA NA CBF ACADEMY
Novidade no mercado do futebol: o cearense Fred Pinho, requisitado mentor de negócios, acaba de assumir nova posição de destaque nacional ao passar a integrar a CBF Academy – unidade educacional da Confederação Brasileira de Futebol – como especialista da disciplina Gestão Empresarial da Carreira de Técnicos de Futebol dentro da Licença PRO, a mais alta certificação da formação de treinadores do futebol brasileiro.
(A Licença PRO é obrigatória para técnicos que desejam atuar em equipes da Série A do Campeonato Brasileiro, além de competições internacionais como Libertadores e demais torneios organizados no cenário continental.)
Na prática, trata-se da formação exigida para os profissionais que lideram os principais clubes do país, nas maiores competições internacionais. A entrada de Fred Pinho nesse ambiente reforça um movimento cada vez mais presente no esporte moderno: a necessidade de unir conhecimento técnico, liderança, inteligência comportamental, visão empresarial e gestão de alta performance.
Esta coluna conversou com ele, de quem ouviu a opinião segundo a qual o futebol é um meio pelo qual circulam muitos investimentos, porém ainda com baixa maturidade empresarial.
“Os técnicos da elite do futebol também são, hoje, gestores de grandes estruturas, de grandes pressões e de carreiras extremamente valiosas. Muitos deles administram suas empresas pessoais, com equipes, contratos, marcas e decisões estratégicas constantes. E é exatamente aí que entra a necessidade de gestão com foco em resultados”, disse Pinho.
Fred Pinho tem mais de três décadas de experiência empresarial com atuação na formação de líderes, empresários e gestores. Ele levará para a formação da CBF Academy conceitos ligados à preparação comportamental, tomada de decisão, liderança, posicionamento e construção de solidez profissional.
“O comportamental é a nova fronteira do desempenho. Isso vale para empresários, líderes e, também, para o futebol. Alta performance hoje exige tanto recursos de gestão como clareza mental, visão estratégica e capacidade de liderança”, afirma ele.
Pinho destaca, igualmente, que a conexão entre esporte e negócios nunca esteve tão forte, especialmente em um cenário global de alta competitividade e em tempos de Copa do Mundo. Por esta razão, “o empresário moderno precisa começar a preparar-se como um atleta de alta performance. Disciplina, treinamento, preparação contínua, gestão emocional e capacidade de adaptação passaram a ser fatores decisivos tanto nos negócios quanto no esporte”, ele acrescenta.
A expectativa é que essa formação em gestão empresarial leve esses grandes protagonistas do futebol a terem tanto sucesso e crescimento econômico nas suas empresas como já alcançam nas competições de futebol.
A propósito: o futebol brasileiro movimentou, no ano passado, R$ 14,4 bilhões, um crescimento real de 32% em relação ao ano anterior. Parte relevante dessa expansão veio de receitas consideradas não recorrentes, como transferências de atletas e premiações internacionais. Estes dados integram o novo Relatório Convocados 2026, produzido pelas empresas Convocados e OutField, com patrocínio da Galápagos Capital, uma empresa do mercado financeiro.
Segundo o levantamento, R$ 3,9 bilhões das receitas totais dos clubes vieram, em 2025, de negociações de atletas, uma alta de 63% se comparado a 2024, enquanto as premiações somaram R$ 1,6 bilhão, impulsionadas principalmente pelos R$ 863 milhões distribuídos aos quatro clubes brasileiros participantes da Copa do Mundo de Clubes. Sem considerar esses efeitos extraordinários, a receita recorrente do setor chegou a R$ 9,5 bilhões, crescimento real de 13%.
Do lado das despesas, os clubes também aceleraram. Os custos e gastos operacionais alcançaram R$ 10,3 bilhões em 2025, alta de 22%, enquanto as dívidas consolidadas chegaram a R$ 17,3 bilhões. Grande parte desse avanço está relacionada aos investimentos em elenco: os clubes desembolsaram R$ 4,4 bilhões em direitos de atletas, ou seja, cerca de R$ 600 milhões acima do registrado no ano anterior.
Uma comitiva da Direção-Geral de Saúde e da Segurança Alimentar da União Europeia visitará o Brasil de 8 a 19 do próximo mês de junho. Objetivo: fiscalizar toda a estrutura pesqueira brasileira, inclusive, e principalmente, seus barcos de pesca e suas unidades industriais de beneficiamento de pescados.
Essa avaliação é a primeira e mais importante providência para possibilitar a reabertura do mercado europeu para os pescados brasileiros.
Serão visitadas e vistoriadas as embarcações de pesca industrial no Rio Grande do Norte e em Santa Catarina e, também, unidades de processamento de pescados em Ceará, Pernambuco e Parará.
Em 2017, auditores europeus estiveram no Brasil e condenaram tanto os barcos pesqueiros quanto as unidades industriais brasileiras de processamento de pescado. Espera-se que, agora, essa fiscalização tenha um final feliz e permita a reabertura do mercado europeu. A indústria pesqueira brasileira fez investimentos para melhorar sua infraestrutura.
O Ministério da Agricultura está informando que, se a fiscalização dos europeus terminar bem, a reabertura do mercado da Europa para os pescados brasileiros poderá acontecer ainda neste ano.
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