Superprédio na Beira-Mar tem unidades que podem chegar a R$ 34 milhões
Empreendimento tem todos os apartamentos já vendidos na planta e entrega prevista para 2028.
O boom de superprédios reflete o crescimento do mercado imobiliário de alto padrão em Fortaleza. Um dos exemplos que ilustra esse movimento é o Ivens Monumental, empreendimento do Grupo Diagonal em parceria com a Idibra, localizado na Avenida Beira-Mar, com entrega prevista para outubro de 2028.
Todas as 40 unidades do edifício foram vendidas ainda na planta. As últimas foram comercializadas por cerca de R$ 20 milhões e, segundo os incorporadores, devem chegar a R$ 34 milhões após a conclusão das obras, uma valorização estimada de 70%.
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O valor do metro quadrado, atualmente em R$ 30 mil, pode alcançar R$ 50 mil. Para João Fiúza, presidente do Grupo Diagonal, a combinação de localização, projeto arquitetônico e oferta restrita explica o desempenho.
"Três fatores sustentam essa valorização: raridade, assinatura e localização. O terreno ocupa uma das posições mais exclusivas da Beira-Mar, com características praticamente irrepetíveis", afirma.
A venda das unidades anos antes da entrega é avaliada pelo setor como sinal de que os preços em Fortaleza têm espaço para subir. "O mercado local ainda possui espaço para evolução em valor, especialmente em empreendimentos raros e com posicionamento internacional", disse Fiúza.
Segundo o último levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), Fortaleza deve chegar a 22 prédios com mais de 100 metros de altura até 2030. Atualmente, há 12 superprédios em obras na Capital.
Como será o empreendimento
Com 173 metros de altura, o Ivens Monumental será construído no terreno do antigo Hotel Esplanada, na orla. O projeto é do arquiteto uruguaio Carlos Ott, com fachada de leve torção que produz plantas diferentes entre os andares.
Cada apartamento tem suíte master acima de 100 m², pé-direito de 3,40 metros e oito vagas de garagem. As unidades serão entregues sem acabamento interno, no modelo conhecido no setor como shell, o que permite aos proprietários definir revestimentos, divisórias e instalações de acordo com suas preferências.
O empreendimento retoma uma parceria entre as famílias Fiúza e Dias Branco, iniciada há mais de quatro décadas com o Solar Volta da Jurema, também na Beira-Mar.