Querosene mais caro deve tirar 500 voos do Ceará nos próximos meses
A alta no preço do querosene de aviação deve levar à perda de aproximadamente 500 voos nos aeroportos do Ceará nos próximos meses. O levantamento foi feito pela Coluna com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A redução calculada é de exatamente 494 voos, distribuídos entre julho, agosto e setembro, meses de alta estação, nos aeroportos de Fortaleza, Jericoacoara e Juazeiro do Norte. Os números comparam as grades de voos previstas em 22 de março e 1º de junho.
A redução deve atingir voos do Brasil inteiro, reflexo direto da alta do petróleo. O barril do tipo Brent chegou a superar US$ 113 nas semanas mais tensas do conflito, mas recuou e era negociado na faixa de US$ 94 nesta sexta-feira (6), cerca de 30% acima do nível registrado no início de 2026.
Perda de voos entre as previsões de 22/03 e 01/06:
- Julho: 146 voos (pousos e decolagens)
- Agosto: 204 voos (pousos e decolagens)
- Setembro: 144 voos (pousos e decolagens)
A redução é praticamente toda associada à Latam, que cortou voos em Fortaleza nos três meses:
- Julho: 142 voos a menos
- Agosto: 212 voos a menos
- Setembro: 172 voos a menos
A queda poderia ter sido ainda maior, não fosse o aumento de voos da Gol no período: 8 voos a mais em agosto e 34 em setembro.
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Em nota, a Latam afirmou que "sua malha aérea é dinâmica e se ajusta à sazonalidade da demanda de passageiros e da oferta de voos, visando garantir maior eficiência e conectividade aos seus clientes" e que "quaisquer novas operações ou ajustes em sua malha aérea serão comunicados oportunamente".
Já a Azul se manifestou por meio da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). "Em razão da alta do QAV, as empresas estão redesenhando suas malhas e reduzindo a oferta de voos".
"A projeção para maio aponta 93 voos a menos por dia. Para junho, a previsão é de 121 voos a menos por dia. Os estados mais afetados estão nas regiões Norte e Nordeste. Até o momento, esse corte tem sido feito para preservar a conectividade aérea do País", completou a Abear.
*Este texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor.