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Supermercados do Ceará faturam R$ 11,6 bilhões em 2025; veja as maiores empresas

Estado amplia presença no ranking nacional da Abras, mas principais redes locais perdem posições na lista de 2026.

Escrito por
Paloma Vargas paloma.vargas@svm.com.br
(Atualizado às 11:37)
Vista de um corredor de um supermercado com um cliente com uma cesta na mão em primeiro plano.
Legenda: Faturamento dos dez maiores grupos no Ceará subiu 13,43%.
Foto: Fabiane de Paula / Arquivo DN

O setor varejista cearense movimentou R$ 11,64 bilhões em 2025. Segundo ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado nessa segunda-feira (27), o Estado tem 53 redes de supermercados entre as 1.058 maiores do País. 

Do total de faturamento das empresas do Ceará, 76,8% são referentes apenas às 10 principais redes, que juntas somam R$ 8,95 bilhões.

Os dados de 2026 mostram um crescimento nominal para o varejo mercadista local de 13,43%. Em 2025, o mesmo levantamento indicava que as 10 maiores redes cearenses faturavam juntas R$ 7,89 bilhões.

O avanço é impulsionado pelo desempenho do "trio de bilionárias", como Grupo São Luiz, Cometa e Frangolândia. No resultado, houve também a entrada de novos players no topo da lista.

Ranking das dez maiores supermercadistas do Ceará em 2026:

  1. Distribuidora de Alimentos Fartura S.A. (Grupo São Luiz): R$ 1.846.971.517 (54ª no País).
  2. Supermercado Cometa Eirele: R$ 1.693.005.414 (61ª no País).
  3. Âncora Distribuidora de Alimentos Ltda. (Frangolândia/Mega): R$ 1.281.658.216 (77ª no País).
  4. Centerbox Supermercados Ltda.: R$ 803.732.285 (109ª no País).
  5. Bom Vizinho Distribuidora de Alimentos Ltda. (Pinheiro): R$ 788.535.322 (111ª no País).
  6. MWN Comercial de Alim. Ltda. (Super Lagoa): R$ 596.336.440 (129ª no País).
  7. Supermercado Moranguinho Ltda.: R$ 594.132.516 (130ª no País).
  8. Diniz Supermercados Limitada: R$ 560.682.472 (136ª no País).
  9. Queiroz Distribuidora Ltda.: R$ 467.035.387 (151ª no País).
  10. Supermercado Nidobox Ltda.: R$ 319.330.249 (204ª no País).

O Grupo São Luiz (Fartura), que no ano passado havia superado o Cometa, consolidou a liderança estadual ao elevar seu faturamento de R$ 1,62 bilhão para R$ 1,84 bilhão.

Já a Âncora (Frangolândia), que apresentara uma leve queda no faturamento anterior, recuperou o fôlego e subiu de R$ 1,14 bilhão para R$ 1,28 bilhão. 

No entanto, o crescimento financeiro não evitou a perda de postos no ranking nacional: as três líderes caíram entre uma e quatro posições na tabela da Abras em relação a 2025.

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Dança das cadeiras: as trocas de posição no topo do ranking estadual

A análise detalhada dos dados revela uma intensa "dança das cadeiras" entre as maiores redes do Ceará.

A disputa mais notável ocorreu entre o Centerbox e o Bom Vizinho (Pinheiro).

Enquanto em 2025 o Bom Vizinho liderava essa disputa na 107ª posição nacional contra a 116ª do Centerbox, o cenário inverteu-se em 2026.

Agora, o Centerbox saltou para a 109ª colocação, ultrapassando o concorrente, que recuou para a 111ª.

Outra mudança significativa envolveu as redes Moranguinho e Diniz. No levantamento anterior, o Diniz Supermercados ocupava a 129ª posição, um posto à frente do Moranguinho (130ª).

Em 2026, embora o Moranguinho tenha mantido sua estabilidade na 130ª posição, ele assumiu a dianteira estadual sobre o Diniz, que caiu para a 136ª colocação nacional.

O ranking também destaca a ascensão meteórica do Nidobox, que escalou 23 posições, saindo da 227ª em 2025 para a 204ª em 2026.

Essa movimentação, somada à estreia da Queiroz Distribuidora diretamente na 151ª posição, redesenhou a parte inferior do "Top 10" cearense, demonstrando que mesmo marcas consolidadas enfrentam forte pressão de redes em rápida expansão.

Destaques positivos, negativos e as novatas

O grande destaque positivo do estado foi a rede Vitória Régia, que protagonizou uma escalada impressionante de 84 posições, saindo da 747ª colocação em 2025 para a 663ª em 2026. Além desta rede, a Mãe Rainha saltou 20 postos (241ª para 221ª).

Por outro lado, o destaque negativo ficou com o Supermercado Pop, que sofreu a queda mais acentuada entre as empresas do Ceará, recuando 167 posições (da 664ª para a 831ª).

A renovação do varejo cearense também é visível com a entrada de seis novas empresas na lista da Abras.

O desempenho mais impactante foi o da Queiroz Distribuidora Ltda., que já estreou ocupando a 9ª posição no estado (151ª nacional). Outras estreantes que ganharam visibilidade foram o Supermercado Super Vilton (425ª), a Queiroz Supermercado Ltda. (464ª) e a P&R Comercial de Alimentos (523ª).

A pressão das grandes redes

Apesar da resiliência das bandeiras locais, o mercado cearense continua sob forte pressão das gigantes nacionais e multinacionais que dominam o topo do ranking.

O Carrefour, proprietário das bandeiras Atacadão e Sam's Club (1º) e o Assaí (2º) permanecem isolados na liderança nacional, com faturamentos que superam os R$ 80 bilhões. 

O maranhense Grupo Mateus, com forte plano de expansão no Nordeste, ocupa a 3ª posição com o nome Mateus Supermercados S.A. e a 9ª posição com o Novo Mateus S.A. (resultado da compra da operação do Novo Atacarejo em Pernambuco). 

Além disso, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) aparece em 5ª posição e a Cencosud, aqui representada pela marca G.Barbosa, figura em 12ª colocação. Ambos seguem como competidores diretos das redes cearenses.

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