Petróleo: Margem Equatorial será a nova fronteira do Brasil
No fundo do mar da Margem Equatorial, que se estende do Amapá até o Rio Grande do Norte, há uma riqueza natural que precisa de ser explorada
Ao defender que a Petrobrás explore, o mais rápido que puder, o petróleo e o gás existentes na Margem Equatorial brasileira, o presidente Lula posiciona-se acertadamente no jogo dos altos interesses da geopolítica.
O Brasil, que já é um dos maiores produtores mundiais de petróleo, consolidará essa posição com a extração, o transporte, o armazenamento e (se for inteligente e chamar a iniciativa privada para auxiliá-lo nessa jornada) o refino do óleo, agregando-lhe valor pela produção de combustíveis.
O conjunto de refinarias existentes hoje é insuficiente para dar ao país a autossuficiência de que precisa, livrando-o da cara importação.
É preciso lembrar, e Lula o fez ao falar segunda-feira na Refinaria de Paulínia, em São Paulo, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está interessado não só em explorar, mas, também, em se apossar do petróleo onde ele estiver – no México, no Canadá, na Groelândia, na Venezuela e por que não na Margem Equatorial, onde a Guiana, por meio de uma petrolífera norte-americana, já faz essa exploração a tal ponto que seu PIB triplicou nos últimos 10 anos?
Esta coluna já disse e o repete agora: na área brasileira da Margem Equatorial há uma riqueza natural, dádiva divina. Ela é fóssil e poluente sim, mas é o petróleo e seu poderoso lobby mundial que liderarão, pelos próximos 30 anos ou mais, a geração de energia no planeta. E a participação do Brasil nesse mercado, que já é relevante, tornar-se-á mais relevante ainda.
A exploração da Margem Equatorial – se forem competentes e, obrigatoriamente, honestos o governo brasileiro e a Petrobras – será a fonte de que disporá o país para enfrentar e vencer seus problemas financeiros.
(O que fazer com tanto dinheiro que virá o fundo do mar dessa milagrosa Margem Equatorial? – eis a pergunta que se ouvirá proximamente nos corredores do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.)
Mas para isto, se for reeleito, Lula terá de liderar um processo radical de mudança que – pela redução da máquina pública, pelas reformas estruturantes de que precisam o país e seu governo e pela redução de suas despesas – resultará na produção de um superávit primário e na consequente diminuição dos juros da dívida e do seu principal, hoje por volta dos R$ 10,4 trilhões.
Se o eleito for o candidato da oposição, a mesma coisa terá de ser feita, se quiser ele ter uma gestão de sucesso. Não há alternativa: o vencedor terá de fazer, em 2027, um profundo ajuste fiscal, iniciativa que exigirá coragem e disposição para o trabalho.
EMPRESÁRIOS DO AGRO RECEBEM BOAS NOTÍCIAS DE CAUCAIA
Liderado por Tom Prado, CEO da Itaueira Agropecuáia, um grupo de 15 empresários cearenses do agro recebeu informações sobre a economia de Caucaia, município da Região Metropolitana de Fortaleza, em cuja geografia está sendo construído o maior DataCenter da América Latina, ao mesmo tempo em foi liberada a construção de mais um DataCenter.
Esses dois equipamentos absorverão investimentos de cerca de R$ 200 bilhões. Quando estiverem em operação, darão emprego direto e estável a mais de 400 pessoas, todas ganhando salários elevados (afinal de contas, são projetos de alta tecnologia, que exigem pessoal especializado). Na fase de obras, os dois empreendimentos darão emprego a 3.500 pessoas.
Tom Prado transmitiu à coluna outra informação interessante: os trabalhos de construção dos dois DataCenters estão alavancando a arrecadação tributária de Caucaia, por meio do recolhimento do ISS (Imposto sobre Serviço). No futuro próximo, essa receita será multiplicada porque os Datacenters são consumidores intensivos de energia elétrica, item que representa 60% de suas despesas.
Outra informação transmitida por Tom Prado: a infraestrutura logística do município de Caucaia também está sendo expandida com a implantação da área de tancagem no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (para o armazenamento de combustíveis), que terá 62% de sua estrutura localizados em Caucaia, em cjjo território também opera a ZPE (Zona de Processamento para Exportação, que goza de isenções do governo estadual).
Veja também