O que Solange Couto falou sobre o Bolsa Família no BBB 26?

Fala da atriz levantou debate sobre regras do programa social.

Escrito por
Lucas Monteiro lucas.morais@svm.com.br
Solange Couto no quarto do BBB
Legenda: Solange afirmou antes de fazer o relato que não tem posicionamento político definido.
Foto: Reprodução / TV Globo.

Uma fala de Solange Couto na primeira noite do Big Brother Brasil 26 gerou forte repercussão nas redes sociais. 

Integrante do grupo Camarote, a atriz comentou sobre benefícios sociais durante uma conversa na casa. Sem citar programas específicos, internautas passaram a associar o relato ao Bolsa Família, acusando-a de propagar desinformação.

No trecho que viralizou, Solange relatou em conversa com Sol Vega uma situação que teria presenciado envolvendo uma adolescente e uma figura política

Segundo ela, a jovem teria manifestado o desejo de continuar estudando, mas ouviu como resposta que “era melhor ter filhos” por conta de um benefício social. “Eu vi, ninguém me contou”, afirmou a atriz, reforçando que se tratava de algo que presenciou pessoalmente e que a afirmação foi feita por uma “pessoa de poder”, sem citar quem seria.

Antes do relato, Solange afirmou não ter posicionamento político. “Não tenho lado nenhum e minha religião é Deus. Não discuto política, religião, time de futebol… Cada um tem o seu”, disse.

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Equipe de pronuncia

Diante da repercussão, o agente da atriz, Luiz Gwyer, divulgou uma nota em defesa da artista. Segundo ele, a fala foi tirada de contexto.

Solange não deturpou o funcionamento nem a importância do benefício. Ela relatou uma situação em que um adulto teria incentivado uma menor a engravidar em vez de estudar, algo que a própria Solange criticou e se posicionou contra”, afirmou.

Imagem da conversa de Solange Couto com Sol Vega.
Legenda: Solange relatou em conversa com Sol Vega uma situação que teria presenciado envolvendo uma adolescente e uma figura política.
Foto: Reprodução / TV Globo.

Como funciona o programa

Atualmente, para receber o Bolsa Família, crianças de 4 a 5 anos precisam ter frequência mínima de 60% na escola, enquanto estudantes de 6 a 18 anos devem cumprir ao menos 75%. 

A evasão escolar pode levar à suspensão do pagamento à família. Além disso, o benefício é concedido ao responsável familiar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), e adolescentes menores de 16 anos não podem assumir essa função.

Outro programa citado por internautas, o Pé-de-Meia, também está vinculado à permanência do estudante no ensino médio e ao cumprimento da frequência escolar, com o valor sendo depositado diretamente na conta do aluno.

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