Morre atriz Claudia Cardinale, estrela do cinema europeu, aos 87 anos

A artista partiu "junto a seus filhos" em Nemours

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Diário do Nordeste/AFP producaodiario@svm.com.br
foto da atriz Claudia Cardinale em tapete vermelho
Legenda: Claudia ficou conhecida por seus papéis em filmes como "O Leopardo", "Era uma Vez no Oeste" e "A Pantera Cor-de-Rosa".
Foto: VALERY HACHE/AFP.

A atriz Claudia Cardinale, ícone do cinema europeu dos anos 1960, morreu aos 87 anos em Nemours, próximo a Paris. A artista partiu "junto a seus filhos" nesta terça-feira (23), anunciou o agente Laurent Savry à AFP. As causas da morte não foram divulgadas.

"Nos deixa o legado de uma mulher livre e cheia de inspiração, tanto em sua trajetória como mulher quanto como artista", afirmou Savry em nota.

O ministro italiano da Cultura, Alessandro Giuli, também lamentou o falecimento de "uma das maiores atrizes italianas de todos os tempos".

"Conhecida mundialmente, soube inspirar, por seu talento excepcional, os principais diretores do século XX", escreveu o ministro em comunicado, destacando a "graça italiana" e a "beleza singular" da atriz.

O ex-presidente do Festival de Cannes, Gilles Jacob, destacou a grandeza da artista para o cinema mundial. "Era bela, simples, mas quando a câmera gravava, ela se iluminava com um sorriso e um olhar carinhoso que destacava sua voz rouca. Os grandes a magnificaram, ela os serviu e nós, nós amávamos ternamente essa pessoa delicada", comentou.

Ainda não foram compartilhadas informações sobre o velório e sepultamento da atriz.

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Carreira

Conhecida por seus papéis em filmes como "O Leopardo", "Era uma Vez no Oeste" e "A Pantera Cor-de-Rosa", Claudia Cardinale era uma das atrizes mais consagradas do cinema italiano.

A artista trabalhou com diretores renomados como Luchino Visconti, Federico Fellini, Richard Brooks, Henri Verneuil e Sergio Leone.

Claudia nasceu em La Goulette, perto de Túnis, em 15 de abril de 1938. Era filha de uma francesa e de um siciliano. A vida da "italiana mais bonita de Túnis" mudou radicalmente quando ela foi convidada ao Festival de Cinema de Veneza.

Iniciou sua carreira atuando em filmes italianos, embora falasse mal a língua e com sotaque francês. Também falava árabe e siciliano e fez carreira nos Estados Unidos, com filmes como "A Pantera Cor-de-Rosa", de Blake Edwards (1963), e "As Profissionais", ao lado de Burt Lancaster.

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