Luccas Neto influencia crianças de Portugal a "falarem como brasileiros", diz jornal

Segundo a publicação, os "miúdos" portugueses estão sendo expostos a conteúdos do Brasil por muitas horas

Escrito por Diário do Nordeste e Estadão Conteúdo ,

Zoeira
Luccas Neto sorrindo
Legenda: O canal do youtube de Luccas Neto, o "Lucas Toon" possui mais de 36 milhões de inscritos
Foto: Reprodução

Uma matéria publicada pelo jornal português Diário de Notícias, um dos mais tradicionais veículos impressos de Portugal, na quarta-feira, (10), chamou a atenção do público brasileiro ao afirmar que há crianças portuguesas que "só falam brasileiro". O motivo apontado pela publicação seria a influência de youtubers do Brasil, como Luccas Neto, os mais assistidos pelos "miúdos" portugueses. Eles estariam mudando a forma de falar das crianças.

O irmão de Felipe Neto estaria entre os mais referenciados pelas crianças. Alguns usuários escreveram que o produtor de conteúdo carioca estaria vingando a colonização portuguesa na América.

O canal do youtube de Luccas Neto, o "Lucas Toon", possui mais de 36 milhões de inscritos. No Instagram, ele é seguido por mais de 5 milhões de pessoas. 

"Dizem grama em vez de relva, autocarro é ônibus, rebuçado é bala, riscas são listras e leite está na geladeira em vez de no frigorífico. Os educadores notam-no sobretudo depois do confinamento - à conta de muita horas de exposição a conteúdos feitos por youtubers brasileiros", diz a publicação.

O jornal continua pontuando que: "as opiniões de pais, professores e especialistas dividem-se entre a preocupação e os que relativizam, por considerarem tratar-se de uma fase, como aconteceu com as novelas".

"Colonialismo reverso"

O tema se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais no Brasil. Os usuários se dividiram entre aqueles que fizeram piada sobre a matéria, apontando a influência brasileira noticiada como uma espécie de "colonialismo reverso".

São feitas ainda comparações entre termos utilizados em Brasil e Portugal, enquanto outros usuários - tanto brasileiros quanto portugueses - questionaram o teor xenofóbico da publicação, ao se referir ao português falado no Brasil como "brasileiro", apesar do idioma ser um só.

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