Cearense que vendeu adesivos para pagar faculdade do filho perde prêmio do The Wall
Dupla natural de Santa Quitéria participou do quadro para conseguir dinheiro e montar um consultório odontológico.
O cearense Francisco Camelo, junto com o filho, Matheus Camelo, participou do quadro The Wall, do Domingão do Huck deste domingo (2). Ele não teve muita sorte com a temida parede e zerou o prêmio.
A dupla, natural de Santa Quitéria, no interior do Ceará, iniciou a segunda etapa do quadro com quase R$ 65 mil, mas chegou ao final sem nada.
Como funciona o The Wall
No The Wall, a dupla participante é dividida da seguinte forma: uma pessoa, no caso Matheus, fica em uma sala, respondendo às perguntas feitas por Luciano Huck, sem contato com outras pessoas, enquanto o outro, Francisco, fica na parte externa e escolhe a partir de qual numeração as bolas cairão.
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As bolas saem das numerações de uma a sete e podem cair em cifras que variam entre R$ 1 e R$ 150 mil.
Se o participante que está na sala tiver acertado a pergunta, as bolas caem verdes. Isso significa que o valor em que elas caírem será adicionado. Se o participante tiver errado a pergunta, os valores em que as bolas caírem vão sendo subtraídos do valor do prêmio.
Pergunta sobre exército africano zerou prêmio
O momento em que a dupla zerou foi quando Luciano fez uma pergunta sobre o exército feminino africano, especificamente sobre como eram conhecidas as guerreiras do Reino de Daomé, criado a pedido da Rainha Tassi Hangbé.
Matheus Camelo errou a resposta. Ele respondeu que era a letra B, "Ainu", mas o correto era a letra C, "Agojie".
Na ocasião, foram liberadas três bolas e eles perderam R$ 75 mil, R$ 45 mil e R$ 30 mil.
Contrato faz parte da dinâmica
Quando o participante que sobe para a sala de respostas fica isolado, ele recebe um contrato. Sem saber sobre o resultado da parede, Matheus escolheu não assinar o contrato no valor de R$ 50,7 mil e ficou sem o valor do contrato e sem o valor da premiação.
Quando Matheus desceu, ele e o pai conversaram sobre trajetória e o momento foi emocionante. Sem o prêmio para a família cearense, Luciano convocou a dupla para participar de outra dinâmica para que, assim, eles tivessem outra oportunidade de realizar o sonho do consultório de Matheus.
Em outro estúdio, Francisco e Matheus participaram de um jogo em que precisavam acertar ao menos uma de cinco bolas no círculo verde. "Eu detesto quando a parede zera. Doutor Raimundo Matheus, você fez tudo certo. Eu e o seu pai tentamos muito, muito, depois você vai assistir como aconteceu, mas enfim, a parede zerou", disse Luciano.
"Se uma das cinco bolas cair dentro do círculo verde, vai ser o pontapé inicial para esse pai que trabalhou a vida inteira, primeiro vendendo lanche, por isso Francisco do Lanche, depois adesivo para pagar os estudos dos filhos. Os dois se formaram em Odontologia, temos dois dentistas e o sonho é dar o pontapé inicial nesse sonho de montar o consultório", afirmou Luciano.
Na última bola lançada no estúdio BetMGM, a dupla conseguiu acertar o círculo verde, garantindo o "pontapé inicial" para o consultório de Matheus e do irmão.
A história da família
Francisco e a família, de Santa Quitéria, no Interior do Ceará, passaram a ter a história conhecida nas redes sociais quando o vendedor tomou uma decisão para realizar o sonho dos filhos.
Ele percorreu 218 cidades em sete estados vendendo adesivos para pagar a faculdade de Raimundo Matheus Camelo, seu filho.
Em julho deste ano, o Diário do Nordeste contou a história da família. Francisco Camelo chega a ficar 3 meses fora de casa para conseguir o sustento e a realização dos sonhos da sua família.