O que se sabe sobre desaparecimento de cearense no Reino Unido após 30 dias
Nesta semana, a Polícia de Essex divulgou novas imagens que mostram Vitória no dia 4 circulando en uma região próxima à marina de Brightlingsea.
Há um mês, no dia 4 de março, a família e os amigos da cearense Vitória Figueiredo Barreto, de 30 anos, reportaram às autoridades do Reino Unido e ao Itamaraty o desaparecimento da psicóloga, vista pela última vez no dia 3 na cidade de Brightlingsea.
Desde então, a investigação busca compreender os passos da cearense a fim de encontrar pistas que respondam onde está Vitória. Descobertas de imagens em vídeo, dificuldade em ter acesso a dados telefônicos e bancários e vigílias marcaram os últimos 30 dias.
Veja também
Relembre contexto do desaparecimento de Vitória Barreto
A psicóloga saiu do Brasil em janeiro para um congresso no Marrocos, tendo viajado em fevereiro para o Reino Unido.
Ela permaneceu hospedada com um colega em Londres até que a amiga Liliane Além-Mar, que é professora e moradora de Southend-on-Sea, retornasse para casa, onde ela se hospedaria.
A cidade é próxima a Colchester, onde a amiga leciona na Universidade de Essex. No dia 3 de março, Vitória foi visitar Liliane na instituição, caminho que já havia feito anteriormente. As duas haviam combinado de voltarem juntas no fim da tarde daquele dia.
No entanto, a cearense não foi encontrada pela amiga nas dependências da Universidade. Câmeras da instituição mostraram que Vitória pegou um ônibus. Conforme a investigação, ela foi rumo à cidade de Brightlingsea.
Primeiras descobertas e uso de barco
Ao longo das investigações da polícia do condado de Essex, diversas descobertas foram sendo feitas. No dia 10 de março, por exemplo, a bolsa de Vitória foi encontrada, além de imagens dela no ônibus terem sido divulgadas.
Já no dia 11, novas imagens mostraram que a cearense pegou um barco do local de ancoragem em Brightlingsea e navegou, supostamente sozinha, pela costa da cidade.
Pelos registros divulgados pela Polícia de Essex, Vitória foi ao local das embarcações por volta de 00h16, horas após ter deixado a Universidade de Essex e não ter mais dado notícias à amiga.
Hipótese de estar perdida em terra firme
No dia seguinte, 12 de março, as investigações apontaram que um colete salva-vidas do barco que supostamente teria sido utilizado pela cearense estava desaparecido.
Além disso, também se chegou à informação de que a embarcação foi encontrada amarrada a uma árvore em outra cidade, Bradwell-on-Sea.
A hipótese é a de que Vitória teria remado com a embarcação até uma área onde barcos maiores e que funcionam a motor ficam. Lá, ela teria tentado entrar em uma embarcação do tipo e ligá-la, mas não conseguiu.
Depois, Vitória teria desamarrado este mesmo barco e levado-o ao mar, para utilizá-lo mesmo sem o motor funcionar.
Trajando o colete salva-vidas do primeiro barco, ela teria navegado com a embarcação maior, mas pode ter pulado na água para encontrar um lugar seguro para ficar.
Àquela altura, a linha de investigação era a de que a cearense estaria em terra, perdida na costa e tentando sobreviver.
Relatos de avistamento e quebras de sigilo
Já no dia 14 de março, o laptop de Vitória foi encontrado pela Polícia de Essex. Enquanto isso, no Brasil, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) autorizou quebras dos sigilos bancário e telefônico da cearense, como forma de ajudar nas investigações.
No dia seguinte, 15, possíveis avistamentos da psicóloga estavam sendo apurados pelas autoridades.
“Esses relatos estão sendo devidamente investigados, juntamente com outras linhas de apuração que também devemos continuar a seguir”, afirmou a Polícia de Essex em boletim.
No mesmo dia, a família de Vitória, que se dirigiu ao Reino Unido para acompanhar as buscas, refez o trajeto de barco da cearense.
Veja também
Falta de dados e informações
Apesar da decisão favorável à quebra dos sigilos telefônico e bancário de Vitória Barreto, até o dia 17 família e amigos seguiam cobrando o envio das informações.
Na ocasião, houve inclusive críticas sobre falta de acompanhamento do caso por parte do Itamaraty e do Consulado-Geral do Brasil em Londres.
No dia 20, a Polícia de Essex informou que as buscas físicas pela psicóloga estavam próximas de serem concluídas, mas que continuariam por outros meios.
Para pressionar pela continuidade das investigações e pela disponibilização das movimentações bancárias de Vitória, família e amigos fizeram uma vigília no dia 22 de março.
Novas imagens, mas sem novas informações
Nesta semana, em 1º de abril, a Polícia de Essex divulgou imagens até então desconhecidas que mostram Vitória no dia 4 circulando por uma área de campo e uma região próxima à marina de Brightlingsea.
Apesar do caráter novo das gravações, a investigação não conseguiu ser aprofundada e os passos de Vitória seguem desconhecidos.
Antes disso, no final de março, a família da psicóloga cearense abriu uma vaquinha para conseguir cobrir gastos em solo britânico enquanto as buscas continurem, além de utilizar recursos para contratação de detetives particulares.