TJCE autoriza quebra de sigilos bancário e telefônico de psicóloga desaparecida no Reino Unido
Cearense Vitória Barreto está desaparecida há pouco mais de uma semana.
O Ministério Público do Ceará (MPCE) se posicionou oficialmente a favor da quebra dos sigilos bancário e telefônico da psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto, desaparecida na Inglaterra há mais de uma semana.
A família de Vitória foi a primeira a pedir a quebra dos sigilos.
[ATUALIZAÇÃO às 16h23]
Logo após o Diário do Nordeste noticiar o pedido do MP, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), se manifestou afirmando que as quebras dos sigilos foram autorizadas no Judiciário.
Em nota, o TJCE disse que existe uma ação cível ajuizada pelo pai de Vitoria, "que tramita na 18ª Vara Cível de Fortaleza. Logo na quinta-feira, foi concedida liminar deferindo vários pedidos, todos visando auxiliar os trabalhos de busca".
O Tribunal destaca que após a solicitação feita em caráter de urgência pelo MP, o juiz Josias Nunes Vidal deferiu imediatamente as quebras.
Conforme o MP, a quebra deve acontecer sob segredo de Justiça, "com acesso exclusivo para a tentativa de localização de Vitória" e com intuito de complementar às investigações policiais e consulares.
Neste sábado (14), os amigos da cearense divulgaram nas redes sociais que receberam fotos com evidências e rastros de Vitória. Eles pedem ajuda urgente para reencontrar a mulher: "ela foi vista no dia 4 de março, deixou lenços umedecidos, embalagens de alimentos...".
"A manifestação foi apresentada à 18ª Vara Cível de Fortaleza pela 16ª Promotoria de Justiça da comarca, de titularidade do promotor de Justiça Hugo Porto. Após análise dos autos, o Ministério Público manifestou-se favoravelmente com as devidas ressalvas jurídicas e observando a urgência que o caso requer, diante da necessidade de adoção de medidas para contribuir para a localização da pessoa desaparecida", conforme o MP.
O MP afirma que a medida é considerada excepcional, "já que se trata da busca de uma pessoa desaparecida".
NOVAS PISTAS
Novas pistas ajudam a desvendar o paradeiro da psicóloga. A família informou na noite dessa quinta-feira (12) que, na manhã do último dia 4 de março, a cearense tentou ligar uma embarcação a motor e levar para o mar. Não se sabe, porém, para onde ela queria ir.
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O que a Polícia de Essex descobriu, de acordo com os familiares de Vitória, é que, apesar da tentativa dela de conectar cabos, o barco não funcionou, o que a levou a arrastá-lo para a água. No entanto, a embarcação teria ficado à deriva, fazendo com que a brasileira vestisse um colete salva-vidas e pulasse no mar para buscar um lugar seguro.
"Num determinado momento, na manhã de 4 de março, a Vitória pulou. Ela vestiu o colete salva-vidas e ela provavelmente entrou na água para conseguir um local seguro", explicou a psicóloga Milene Zanoni, que atualiza informações sobre o caso no perfil "@ondestavitoria", no Instagram.
Milene afirmou ainda que as investigações foram ampliadas na região e frisou que, na história, existem, agora, duas embarcações: uma menor, que Vitória utilizou para remar por cerca de 100 metros até outra parte da costa, e outra maior, com motor, que a psicóloga até tentou ligar, mas não conseguiu e arrastou para o mar.
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Entenda a história dos barcos
Mais cedo, nesta quinta-feira, a Polícia de Essex divulgou que o colete salva-vidas do pequeno barco utilizado por Vitória para sair de Brightlingsea estava desaparecido. Também foi dito que a embarcação foi encontrada amarrada cuidadosamente a uma árvore em Bradwell-on-Sea, na península de Dengie.
Segundo a família da psicóloga, ela remou por 100 metros até uma área onde ficam estacionados barcos maiores, como iates. No local, ela entrou em um dos barcos a motor, tentou mexer nos fios para ligá-lo, não conseguiu, desamarrou-o do porto e arrastou para o mar. No entanto, por "receio de ir para o alto-mar", ela colocou o colete salva-vidas da outra embarcação e, percebendo que ficaria à deriva, provavelmente pulou na água para encontrar um local seguro.
A hipótese dos investigadores, inclusive, é que ela tenha conseguido retornar para a costa e esteja perdida, tentando sobreviver.
Em nota divulgada nesta quinta, a Polícia de Essex pediu ajuda de proprietários de barcos na área costeira de Brightlingsea e afirmou que ampliou as buscas para a zona terrestre em Bradwell-on-Sea. "Essa área já foi alvo de buscas aéreas significativas no último fim de semana. Agora, haverá buscas terrestres significativas", garantiu.