Veja o que se sabe sobre o caso da psicóloga cearense desaparecida no Reino Unido
Vitória Figueiredo Barreto, de 30 anos, foi vista pela última vez na cidade de Wivenhoe, em Colchester.
A cearense Vitória Figueiredo Barreto, de 30 anos, está desaparecida desde a última segunda-feira (2) em Colchester, no Reino Unido. Psicóloga, ela saiu do Brasil em janeiro para um congresso da área no Marrocos, na África, mas seguiu para território britânico no mês seguinte. Na última semana, entretanto, virou alvo de busca intensa entre familiares e colegas após não retornar de uma visita à Universidade de Essex.
O caso foi reportado às autoridades do Reino Unido e ao Itamaraty na última quarta-feira (4). Buscas da polícia de Essex têm se concentrado nas cidades de Southend-on-Sea, onde Vitória estava hospedada na casa da amiga e psicóloga Liliane Além-Mar, mas concentra especialmente na cidade de Wivenhoe, em Colchester, último local em que ela foi vista.
O Ministério das Relações Exteriores apontou, em nota oficial, que segue acompanhando o caso. Segundo a pasta, o monitoramento está sendo conduzido por meio do Consulado-Geral do Brasil na capital britânica.
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Informações da corporação britânica apontam que Vitória foi vista pela última vez embarcando em um ônibus às 13h da quarta-feira, deixando a Universidade de Essex.
A cearense desembarcou 30 minutos depois na região da marina de Brightlingsea, vestindo um suéter de gola alta, calça jeans de cor clara e tênis preto.
O que se sabe sobre o caso?
Segundo informações de Liliane, que concedeu entrevista ao Diário do Nordeste, Vitória viajou do Ceará ao Marrocos com o objetivo de comparecer a um congresso de Psiquiatria Social. Em fevereiro, seguiu para Londres, onde permaneceu na casa de um primeiro colega, dessa vez aguardando a chegada da amiga no país para seguir para Southend-on-Sea.
Liliane, que estava no Brasil, retornou ao Reino Unido entre o fim de fevereiro e o início de março. As duas se encontraram em Londres e, de lá, seguiram para Southend-on-Sea.
Já na cidade, Vitória viajou pela primeira vez, no dia 2 de março, para Colchester, cidade da Universidade de Essex, onde a amiga trabalha como professora universitária.
"Ela estava aqui no Reino Unido desde fevereiro e ficou na casa um amigo em Londres até eu chegar aqui, nos encontramos ainda por lá mesmo e viemos para cá", contou Liliane.
O primeiro dia na cidade, ela explica, foi tranquilo. Vitória permaneceu, durante a manhã e a tarde, na biblioteca da instituição de ensino. As duas se encontraram para o almoço e, já no fim do mesmo dia, para retornar à outra cidade.
No segundo dia de viagem à Universidade de Essex, entretanto, a programação não ocorreu como combinada. A saída de Southend-on-Sea foi registrada às 7h, assim como o almoço ocorreu entre meio dia e 13h, mas o retorno para casa, combinado às 16h45, deu início a uma busca preocupante.
"As câmeras da universidade mostram que, na verdade, ela foi pegar um ônibus. Quando percebi que ela não tinha aparecido, procurei por 3h na universidade. Andei por todos os andares e nada dela. Os seguranças também não viram nada", continuou no relato.
Com a ajuda da polícia, as imagens mostraram Vitória em Brightlingsea, enquanto o último sinal do celular dela foi emitido na tarde da quarta. Agora, a localização do aparelho é detectada apenas no meio do mar, próximo das docas de onde ela foi avistada por câmeras da região.
Buscas seguem no Reino Unido
Agora, a mãe e o namorado de Vitória seguem em Londres para acompanhar as buscas. A amiga revelou que todos têm recebido muitas mensagens de apoio, mas reforçou a importância do contato apenas de quem possui alguma informação.
"Estamos pedindo ajuda para fazer a abertura do acesso ao celular, cartões de crédito dela, tudo isso é importante", destacou Liliane.
A família foi procurada, mas não quis dar entrevista ao jornal.
Em publicação nesta segunda-feira (9), a polícia de Essex divulgou novo comunicado sobre as buscas por Vitória Barreto. "A cada dia que passa desde que Vitória desapareceu, nossa preocupação com ela aumenta", apontou a detetive superintendente Anna Granger.