Trump promete ataques 'sem precedentes' caso Irã responda a bombardeios

Ataque coordenado de EUA e Israel matou principal líder iraniano.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 09:14)
Foto aérea de instalações iranianas atacadas pelos EUA e Israel, neste sábado (28).
Legenda: Ataque ao Irã deixou pelo menos 200 mortos e 800 feridos.
Foto: HANDOUT /ISRAELI ARMY/AFP.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã será atacado com uma força 'nunca vista antes' caso decida retaliar os bombardeios de sábado (28).

Em declaração na sua rede social, Truth Social, Trump respondeu às ameaças feitas pelo Irã.

“O Irã acaba de declarar que vai atacar com muita força hoje, mais forte do que jamais atacou antes. É melhor que não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca vista antes!”, escreveu o presidente dos EUA.

O Irã foi alvo de um ataque coordenado entre EUA e Israel. Explosões foram registradas na capital Teerã e em ao menos outras quatro cidades.

Ali Khamenei, líder supremo iraniano e considerado o homem mais poderoso do país, foi morto durante os bombardeios. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã prometeu 'punição' severa aos assassinos do comandante.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf, disse que EUA e Israel cruzaram uma 'linha vermelha' e devem pagar por isso. 

Neste domingo (1º), o aiatolá Alireza Arafi foi eleito o líder supremo interino do Irã. A escolha acontece um dia após a morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, segundo informações de agências estatais do País.

RISCO DE ESCALADA GLOBAL

A ofensiva norte-americana e israelense teve como alvo instalações estratégicas em Teerã, incluindo complexos utilizados pelo aiatolá. Pelo menos 200 pessoas morreram e 800 ficaram feridas. 

Em retaliação, o Irã disparou mísseis contra bases americanas e território israelense, atingindo países vizinhos como Catar e Emirados Árabes Unidos.

O ataque aumenta a tensão no Oriente Médio. Líderes de todo o mundo reagiram aos bombardeios e manifestaram preocupação.

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Na União Europeia, a chefe da diplomacia, Kaja Kallas, classificou os acontecimentos como “perigosos”. 

A Rússia classificou os ataques como uma “agressão criminosa” que coloca o mundo sob risco de uma catástrofe global.

No Brasil, o governo Lula, em nota do Itamaraty, condenou os ataques e manifestou grave preocupação, especialmente por ocorrerem durante negociações consideradas essenciais para a paz na região.

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