Bill Gates admite casos extraconjugais, mas nega ligação com crimes de Epstein

Bilionário afirmou a funcionários da entidade filantrópica Fundação Gates que relação com Jeffrey Epstein foi “grave erro”.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 18:42)
Bill Gates aparece em um plano médio, vestindo terno azul e gravata listrada, com uma expressão séria e olhar direcionado ao horizonte. Ele está posicionado atrás de uma placa com seu nome, contra um fundo digital iluminado em tons de azul e dourado que cria uma atmosfera de conferência formal. Foto usada em matéria sobre casos extraconjugais e o caso Epstein.
Legenda: Bill Gates abordou a relação com Jeffrey Epstein em assembleia geral com funcionários da fundação filantrópica que comanda.
Foto: Arun Sankar / AFP.

O bilionário e cofundador da Microsoft Bill Gates afirmou a funcionários da Fundação Gates que a relação dele com o financista Jeffrey Epstein foi um “grave erro”

A afirmação ocorreu em uma assembleia geral da instituição filantrópica realizada nesta terça-feira (24), cuja gravação foi analisada pelo The Wall Street Journal.

Gates ainda admitiu que teve dois casos extraconjugais, como revelado pelos arquivos do caso Epstein, mas negou envolvimento com crimes.

Os arquivos citados se referem aos documentos que foram divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e que revelaram envolvimentos de inúmeros políticos e famosos com o criminoso.

Ainda de acordo com a gravação divulgada, Bill Gates também lamentou aos funcionários presentes na assembleia que a relação com Epstein tenha afetado o trabalho filantrópico da organização

Nos arquivos do financista, ele afirma que ajudou o bilionário “a conseguir drogas para lidar com as consequências de ter feito sexo com garotas russas” e também a “facilitar seus encontros ilícitos com mulheres casadas”.

Sim, tive casos amorosos; um com uma jogadora russa de bridge, que conheci em eventos de bridge, e outro com uma física nuclear russa, que conheci em atividades de negócios”, reconheceu Gates na reunião da terça-feira (24).

No entanto, o cofundador da Microsoft afirmou que não fez ou viu “nada ilícito” ao longo dos anos da relação, que começou em 2011 — três anos depois de Epstein já ter se declarado culpado por solicitar uma menor de idade para prostituição. 

À AFP, a Fundação Gates enviou um comunicado afirmando que “Bill falou com franqueza, respondeu a várias perguntas em detalhes e assumiu a responsabilidade por suas ações”.

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Caso Epstein já levou poderosos à prisão

Desde o início da divulgação dos arquivos do caso Epstein, figuras poderosas têm sido afetadas. Na semana passada, por exemplo, o ex-príncipe Andrew foi preso por uma investigação ligada aos crimes do financista. 

Já na última segunda-feira (23), o ex-embaixador Peter Mandelson, que representava o Reino Unido nos EUA, também foi alvo de prisão. Antes, ele já havia renunciado ao posto do Partido Trabalhista e ao mandato no Parlamento britânico.

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