Ex-mordomo brasileiro de Epstein presenciou "visitas" constantes de "mulheres jovens e magras"

Jeffrey Epstein, encontrado morto na prisão nos EUA em 2019, é acusado de uma série de crimes sexuais.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Epstein é um homem de cabelos grisalhos apontando pela janela de um avião particular, com uma mulher sentada ao seu lado. Imagem é usada para matéria sobre tentativa de aliciar modelos no Brasil.
Legenda: Epstein aliciou dezenas de jovens, e foi preso diversas vezes por exploração sexual, até que morreu na cadeia em 2019, enquanto aguardava julgamento.
Foto: HOUSE OVERSIGHT DEMOCRATS / AFP.

O brasileiro naturalizado francês Valdson Vieira Cotrin, ex-mordomo de Jeffrey Epstein, financista acusado de diversos crimes sexuais, disse em depoimento à Polícia que presenciou "visitas" constantes de "mulheres jovens e magras" ao apartamento do magnata em Paris.

As declarações dadas em 2019 foram divulgadas nesta sexta-feira (13) pelo jornal Libération, da França.

"Me dá arrepio imaginar as coisas que falam dele. Em nenhum momento vi meninas. Eu não olhava os documentos delas, mas, para mim, fisicamente, não havia menores", disse Valdson aos policiais franceses durante investigação aberta logo após a morte do empresário norte-americano. 

Cotrin começou a trabalhar para Epstein em 2001, cuidando de um apartamento do financista na avenida Foch, localizada em um dos bairros mais nobres de Paris. 

Apesar de ser orientado a ter pouco contato com Epstein, o então mordomo foi uma das últimas pessoas a ver Epstein na França. Em 2019, ele o levou ao Aeroporto de Le Bourget, onde o magnata embarcou em jatinho particular com destino aos EUA, onde foi preso assim que desembarcou. 

O criminoso sexual foi encontrado morto na cadeia um mês após a prisão. Em entrevista ao jornal inglês The Telegraph, o brasileiro disse que o ex-patrão "amava a vida demais" para tirar a própria vida. 

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"Balé incessante" de mulheres 

Ainda em depoimento, o brasileiro disse ter testemunhado o que ele descreveu como um "balé incessante" de mulheres que "iam e vinham a cada dois ou três dias", durante uma viagem de Epstein ao balneário de Saint-Tropez, no sul da França, em 2003. 

A declaração de Valdson, segundo o jornal francês, ainda dá conta que em diversas propriedades de Jeffrey havia paredes cobertas de retratados de mulheres nua. Ele teria encarado isso como uma "preferência estética" do patrão. 

Magnata financista, Jeffrey Epstein cometeu crimes sexuais por décadas em suas propriedades, entre elas uma ilha particular e mansões nos EUA. Ele era conhecido por se associar a celebridades, políticos e bilionários.

Nomes como o do presidente dos EUA, Donald Trump, do ex-presidente norte-americano Bill Clinton e o ex-príncipe Andrew, do Reino Unido, filho da Rainha Elizabeth II, aparecem nos processos. 

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