Luciana Gimenez se manifesta após ser citada nos arquivos do caso Epstein
Apresentadora foi citada em relatório financeiro de um banco internacional.
A apresentadora Luciana Gimenez se defendeu após ter o nome citado em um dos arquivos relacionados ao bilionário norte-americano Jeffrey Epstein, acusado de tráfico humano e exploração sexual.
Em postagem feita no Instagram, nessa segunda-feira (9), Luciana afirmou que "nunca conheceu Jeffrey Epstein" e que "jamais teve qualquer tipo de contato pessoal, profissional ou financeiro com ele".
Ela ainda reforça que nunca compactuou, nem compactuaria, com práticas ilícitas ou criminosas", e "repudia de forma categórica qualquer tentativa de associar seu nome a essas situações".
O nome da apresentadora surgiu em um relatório financeiro do banco Deutsche Bank Trust Company Americas, onde mantinha conta. Esse arquivo foi disponibilizado ao público pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Conforme o comunicado, o governo norte-americano solicitou ao banco registros de movimentações financeiras em períodos específicos. Quando o conjunto foi compilado e enviado, percebeu-se que ele vinha "sem apuração prévia do conteúdo e contexto", o que levou à exposição de diversos clientes não relacionados à operação.
"A priori, as movimentações citadas que envolvem a apresentadora referem-se exclusivamente a transferências de sua conta de investimentos para sua conta de pessoa física", disse a equipe de Luciana.
"Por se tratarem de dados antigos, o banco está trabalhando para compilar todas essas transações internas e comprovar que se tratam de transferências da própria Luciana para si mesma. Já foi explicado e compreendido que é esse o contexto das informações divulgadas", continua.
Por fim, a apresentadora se põe à disposição para esclarecer qualquer dúvida e pede "cautela, seriedade e responsabilidade na divulgação das informações, a fim de evitar interpretações equivocadas e danos injustificados à sua reputação."
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Quem era Jeffrey Epstein
Magnata financista, Jeffrey Epstein cometeu crimes sexuais por décadas em uma ilha particular e em mansões nos EUA. Ele era conhecido por se associar a celebridades, políticos e bilionários.
Nomes como o do presidente dos EUA, Donald Trump, do ex-presidente norte-americano, Bill Clinton, e o ex-príncipe Andrew, do Reino Unido, filho da Rainha Elizabeth II, aparecem nos processos.
Epstein foi preso pela primeira vez em 2005, após ser acusado de pagar uma menina de 14 anos para fazer sexo. Dezenas de meninas menores de idade descreveram abusos sexuais similares, porém os promotores de Justiça permitiram que o empresário se declarasse culpado em 2008, por uma acusação envolvendo uma única vítima. Ele cumpriu 13 meses em um programa de liberação de trabalho na prisão.
O financista foi preso novamente outras vezes até que, em 2019, se suicidou na prisão enquanto aguarda julgamento.