Líderes mundiais reagem a ataques dos EUA e Israel contra o Irã
A ação e a ofensiva do Irã provocaram alertas internacionais sobre o risco de uma escalada regional do conflito
Os ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, seguidos da resposta militar de Teerã, com o lançamento de mísseis e drones contra território israelense e bases americanas, provocaram neste sábado (28) reações de líderes e autoridades de diversos países, elevaram a tensão no Oriente Médio e acenderam alertas na comunidade internacional sobre o risco de uma escalada regional.
No Irã, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que os bombardeios conduzidos por Israel e Estados Unidos atingiram infraestrutura defensiva e áreas não militares. Em comunicado, o governo classificou a ação como uma violação do direito internacional. Diante disso, declarou que o país se reserva o direito de responder.
De acordo com a Agence France-Presse (AFP), explosões foram registradas em Teerã após bombardeios atingirem diferentes áreas da capital iraniana. Fumaça foi vista sobre o bairro de Pasteur, onde está localizada a residência do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
O que dizem os líderes mundiais?
No Brasil, o governo Lula, em nota do Itamaraty, condenou os ataques e manifestou grave preocupação, especialmente por ocorrerem durante negociações consideradas essenciais para a paz na região. A nota reforça o apelo do Brasil ao respeito ao Direito Internacional, à contenção de hostilidades e à proteção de civis e infraestrutura.
Também afirmou que acompanhando de perto os desdobramentos por meio de suas embaixadas e mantém contato direto com a comunidade brasileira, em especial em Teerã, para fornecer orientações de segurança.
Na União Europeia, a chefe da diplomacia, Kaja Kallas, classificou os acontecimentos como “perigosos” e, após conversar com o chanceler de Israel, afirmou que a proteção de civis e o respeito ao direito internacional humanitário são prioridades.
Veja também
Já o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que a escalada em torno do Irã é “perigosa para todos” e precisa cessar. Em publicação no X, pediu reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU e instou Teerã a “devolver a palavra” ao povo.
Na Suíça, o Ministério das Relações Exteriores declarou estar “profundamente alarmado” e solicitou máxima contenção das partes, com proteção a civis e infraestrutura.
Na Ásia, o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, afirmou que a ofensiva de Washington e Tel Aviv coloca o Oriente Médio “à beira da catástrofe” e defendeu uma saída diplomática entre Estados Unidos e Irã.
A presidente da Eslovênia, Nataša Pirc Musar, também demonstrou preocupação e falou em “grave escalada das tensões”, com risco à estabilidade regional.
Em posição distinta, o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, declarou apoio às ações dos Estados Unidos para impedir que o Irã obtenha arma nuclear e manifestou solidariedade ao povo iraniano “em sua luta contra a opressão”.
A Ucrânia responsabilizou o governo iraniano pelo agravamento da crise e afirmou que Teerã teve oportunidades de evitar o cenário atual, citando repressão a protestos e violações de direitos humanos.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou que não permitirá que o país seja arrastado para “aventuras” que ameacem sua segurança e unidade, em recado indireto ao Hezbollah.
O chanceler da Noruega, Espen Barth Eide, expressou extrema preocupação com a possibilidade de uma nova e ampla guerra no Oriente Médio, alertando para os riscos de escalada da tensão regional.