Em julgamento sobre vício em redes sociais, Zuckerberg diz que restrições são 'paternalistas'

O CEO da Meta afirmou ainda que irá manter os filtros de "beleza" no Instagram.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 18:55)
Mark Zuckerberg é um homem branco de rosto esguio e cabelo encaracolado loiro. Foto usada em matéria de julgamento sobre vício incentivado pelas redes sociais da Meta.
Legenda: Mark Zuckerberg é o CEO da Meta, que engloba o Instagram, o Facebook e o WhatsApp.
Foto: Shutterstock/FotoField.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou, nessa quarta-feira (18), que ignorou os alertas de funcionários e especialistas sobre o bem-estar de adolescentes e decidiu manter os filtros de beleza no Instagram, alegando preocupação com a "liberdade de expressão".

O empresário foi convocado para depor como testemunha em um processo que aborda que redes sociais são viciantes para crianças.

Os filtros que alteram digitalmente a aparência das pessoas estão, por enquanto, suspensos da rede social. E os 18 especialistas contratados pela Meta para estudar o caso concluíram que devem permanecer assim, por apresentarem um problema de bem-estar para jovens.

À Corte, Zuckerberg, no entanto, disse que, apesar do alto potencial danoso, as restrições são "paternalistas" e "excessivas". Ele acrescentou ainda que, com a decisão de manter os filtros, prefere errar permitindo que as pessoas se expressem.

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Julgamento

Segundo a Folha de S. Paulo, o julgamento faz parte de uma série de ações destinadas a confrontar as big techs por causarem danos pessoais ao desenvolverem produtos deliberadamente viciantes.

Documentos internos citados no caso revelaram que a Meta estava ciente do incentivo à dismorfia corporal causado pelos filtros de beleza. No entanto, ele negou que tente aumentar o tempo que os usuários — incluindo adolescentes — na plataforma.

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