Em julgamento sobre vício em redes sociais, Zuckerberg diz que restrições são 'paternalistas'
O CEO da Meta afirmou ainda que irá manter os filtros de "beleza" no Instagram.
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou, nessa quarta-feira (18), que ignorou os alertas de funcionários e especialistas sobre o bem-estar de adolescentes e decidiu manter os filtros de beleza no Instagram, alegando preocupação com a "liberdade de expressão".
O empresário foi convocado para depor como testemunha em um processo que aborda que redes sociais são viciantes para crianças.
Os filtros que alteram digitalmente a aparência das pessoas estão, por enquanto, suspensos da rede social. E os 18 especialistas contratados pela Meta para estudar o caso concluíram que devem permanecer assim, por apresentarem um problema de bem-estar para jovens.
À Corte, Zuckerberg, no entanto, disse que, apesar do alto potencial danoso, as restrições são "paternalistas" e "excessivas". Ele acrescentou ainda que, com a decisão de manter os filtros, prefere errar permitindo que as pessoas se expressem.
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Julgamento
Segundo a Folha de S. Paulo, o julgamento faz parte de uma série de ações destinadas a confrontar as big techs por causarem danos pessoais ao desenvolverem produtos deliberadamente viciantes.
Documentos internos citados no caso revelaram que a Meta estava ciente do incentivo à dismorfia corporal causado pelos filtros de beleza. No entanto, ele negou que tente aumentar o tempo que os usuários — incluindo adolescentes — na plataforma.