A cearense Ana Carolina da Silva Lima, proprietária de uma loja de produtos infantis, resolveu investir no próprio trabalho e adquirir um tablet por meio de um aplicativo de compras. O pedido até veio rápido, chegou no último dia 24 de julho, mas trouxe uma surpresa como conteúdo: quatro embalagens de pastas de dente no lugar do produto eletrônico.
"Um verdadeiro tormento mesmo começou depois disso, quando eles disseram que não iam resolver a situação", respondeu a empresária ao Diário do Nordeste.
Tudo parecia normal com a compra, realizada dentro da plataforma da Amazon, empresa com atuação em diversos países pelo mundo. Usuária assídua do aplicativo, Ana Carolina pesquisou o melhor preço de um tablet para usar no trabalho e acabou adquirindo um por R$ 1.440,45.
"Eles enviaram notificação avisando que o produto havia saído para a entrega. Passei o dia inteiro e 22h foi quando o produto veio chegar", relata.
O horário virou motivo de desconfiança, justamente por conta da demora. Segundo ela, o momento da abertura do pacote chegou a ser gravado pela irmã dela e serviu, depois disso, como uma prova do conteúdo equivocado.
Cliente fez reclamação nas redes sociais:
"A minha irmã deu a senha para o entregador e recebeu o produto. No dia seguinte, porque eu havia saído, foi que eu abri o produto. O papel deles, na caixa, não estava violado. Estava lacrado, como qualquer outro. Quando eu abri, tinha uma caixa dentro e, para minha surpresa, tinha quatro tubos de creme dental", explica.
100 dias para possível reembolso
Logo em seguida, a cearense procurou o suporte da empresa para registrar reclamação e reaver a quantia gasta. No entanto, o choque de receber um mau atendimento foi o que prevaleceu.
Ana Carolina relata que foi tratada com "grosseria" por meio de um telefone de contato e informada de que a solicitação havia sido encerrada, já que o produto foi supostamente enviado em uma "embalagem inviolável".
"Eu não estava acreditando que aquilo estava acontecendo comigo", diz a empresária. Ela pediu o reembolso do produto diretamente com o cartão de crédito no qual a compra foi realizada. O prazo para um retorno é de até 100 dias.
Na tentativa de resolver, a cearense ainda procurou outros meios, como o Instagram e até o site Consumidor.gov. Nenhum retorno positivo foi registrado até o momento.
"Em todos os e-mails que eles responderam para mim, a forma que me respondem é como se eu tivesse agindo de má-fé, como se eu tivesse dando um golpe", desabafa. Quatro dias após a compra, Ana Carolina relata ter ficado sem acesso a novas reclamações. Nesta sexta (14), nada ainda foi solucionado, mas ela recebeu instruções para aguardar um novo retorno do suporte.
A mulher cita que pretende buscar o auxílio de um advogado caso o assunto não seja solucionado. "Estou montando uma pasta de documentos porque eu não quero perder. A caixa está aqui, os produtos continuam aqui. Está tudo comigo e, se eles não resolverem realmente, vai ser o jeito eu dar entrada em um processo mesmo", reforça.
O que diz a Amazon
Em resposta ao Diário do Nordeste, a multinacional pontuou que "essa não é a experiência" que deseja fornecer aos consumidores. "A Amazon informa que está apurando o caso e entrará em contato com a cliente", finalizou a nota.