Relembre os discursos mais longos e mais curtos do Oscar

Premiação já teve agradecimentos que ultrapassaram cinco minutos e outros resolvidos em poucas palavras.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Imagem do ator posando para foto. Ele veste um terno preto.
Legenda: O ator Adrien Body fez o discurso mais longo da histórica do Oscar, em 2025.
Foto: Reprodução/Instagram.

O Oscar 2026 reacendeu uma curiosidade clássica sobre a premiação: afinal, quais foram os discursos mais longos e os mais curtos da história da cerimônia?

Em 2025, Adrien Brody entrou para o livro dos recordes ao protagonizar o agradecimento mais extenso já feito no palco da Academia. Ao vencer como Melhor Ator por” O Brutalista”, Brody permaneceu falando por 5 minutos e 40 segundos.

A marca superou o recorde que resistia há mais de 80 anos, pertencente à atriz britânica Greer Garson, que discursou por 5 minutos e 30 segundos ao ganhar o Oscar de Melhor Atriz em 1943.

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Depois da fala de Garson, a Academia passou a usar a tradicional música para sinalizar o fim do tempo dos vencedores. Mesmo assim, Brody pediu que a orquestra interrompesse a execução enquanto concluía seus agradecimentos, que incluíram familiares, a namorada e integrantes da equipe do filme.

Ao encerrar, deixou uma reflexão: "Se o passado pode nos ensinar alguma coisa, é um lembrete para não deixarmos o ódio passar sem controle".

E quais foram dos discursos mais curtos?

Se alguns aproveitam cada segundo no microfone, outros preferem a objetividade. Joe Pesci, vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 1991 por “Os Bons Companheiros”, fez história com um dos discursos mais curtos já registrados. Ao receber a estatueta, limitou-se a dizer: "É meu privilégio, obrigado”.

Billy Wilder também protagonizou um momento marcante. Em 1961, ao conquistar três estatuetas pelo filme “Se Meu Apartamento Falasse”, tornou-se o primeiro a vencer Melhor Filme, Direção e Roteiro pelo mesmo longa.

Em uma de suas subidas ao palco, declarou: "Muito obrigado, adoráveis pessoas discernentes. Obrigado".

Nem sempre, porém, a brevidade é planejada. Em 2010, Louie Psihoyos venceu o Oscar de Melhor Documentário por “A Enseada”, mas viu seu tempo praticamente esgotado pelo produtor Fisher Stevens.

Ao diretor restou apenas um sucinto: "Obrigado". No dia seguinte, ele publicou na internet o discurso completo que não conseguiu fazer.

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