Francis Buchholz, ex-baixista do Scorpions, morre aos 71 anos

Músico integrou a banda alemã de hard rock durante os anos de auge.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 14:23)
Imagem mostra Francis Buchholz, ex-baixista do Scorpions, em selfie sorridente em aeroporto.
Legenda: Artista fez parte do grupo musical entre os anos de 1973 e 1992.
Foto: Reprodução/Redes Sociais.

O baixista Francis Buchholz morreu aos 71 anos nessa quinta-feira (22). Ele integrou o grupo alemão de hard rock Scorpions entre os anos de 1973 e 1992, época do auge.

A morte foi causada por um câncer, não especificado, conforme divulgou uma nota publicada pela família nas redes sociais oficiais do artista.

"Os nossos corações estão despedaçados. Durante toda a sua luta contra o câncer, ficámos ao seu lado, enfrentando todos os desafios como uma família — exatamente como ele nos ensinou", afirma o comunicado assinado por Sebastian, Louisa e Marietta. 

"Aos seus fãs em todo o mundo — queremos agradecer-vos pela vossa lealdade inabalável, pelo vosso amor e pela crença que depositaram nele durante toda a sua incrível jornada", acrescenta o texto. 

Também nas redes sociais, a banda Scorpions lamentou a partida do antigo integrante e afirmou que o legado dele permanecerá vivo para sempre no grupo. "Sempre nos lembraremos dos muitos bons momentos que compartilhamos juntos."

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Em vida, Francis contou, ao portal Get Ready to Roll, que deixou o grupo alemão devido a questões de negócios, já que discordava de decisões dos antigos colegas. 

“Logo após o início de uma turnê, foi decidido que iríamos demitir nosso empresário, CCC. Enquanto todos se divertiam nas piscinas do hotel durante os períodos de folga, passei meu tempo ao telefone conversando com Dick Asher, que era presidente da gravadora. […] Percebi que precisávamos muito de um empresário americano profissional novamente. Asher sugeriu que Doc McGhee – empresário do Bon Jovi na época – assumisse a gestão mundial, conversei com ele, todos gostaram. Poucos anos depois, o resto da banda decidiu repentinamente demitir nossos advogados e consultores fiscais, embora ninguém – exceto eu – realmente se importasse com todos esses assuntos. Ninguém parecia entender a importância de uma estrutura funcional para uma banda em turnê internacional. Eu não estava disposto a mudar tudo de novo", detalhou na época. 

"Também não estava disposto a ter o caos no meio de um exame feito pelas autoridades fiscais alemãs, que ocorreu naquela época. Eu preferia dedicar meu tempo à criatividade musical e precisava de tempo para minha família. Novas pessoas foram contratadas: um empresário adicional para McGhee, um novo advogado e uma nova empresa de consultoria tributária. […] Eu me deparei com a questão de aceitar essas pessoas novas e ainda inexperientes na indústria musical, o que a banda queria, ou sair. Além disso, senti que algumas dessas pessoas novas não pareciam corresponder às minhas ambiciosas expectativas", acrescentou.