Falta de tempo e paciência são apontados como os principais motivos para não ler pelos fortalezenses

As informações são da 5ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, lançada este mês de setembro

Esta é uma imagem de um leitor. Três livros estão sobre a mesa e o leitor contempla um deles aberto
Legenda: O fortalezense que tem o hábito da leitura lê, em média, cinco livros (inteiros ou em partes) por ano
Foto: Fabiane de Paula

Ainda que a leitura faça parte do cotidiano de pelo menos 1,3 milhão de fortalezenses (54% do total), há outra parcela significativa da população local que não tem esse hábito, de acordo com a 5ª edição da pesquisa Retratos da Leitura do Brasil, lançada neste mês de setembro. Entre os principais motivos apontados pelos entrevistados para não ler com frequência, estão falta de tempo (45%) e paciência (13%), seguidos do cansaço (12%).

Essas foram as respostas em maior evidência diante da pergunta “Por quais motivos o(a) sr(a) não leu mais livros nos últimos 3 meses?”. A leitura de pelo menos um livro, inteiro ou em partes, nesse período de tempo, é o critério estabelecido pela pesquisa para definir um leitor. Aliás, esta é a primeira vez que esse estudo traz dados de todas as capitais brasileiras, uma abrangência viabilizada pela parceria do Instituto Pró-Livro (IPL) com o Itaú Cultural.

Em Fortaleza, a pesquisa foi realizada com 350 pessoas, no período de outubro de 2019 a janeiro de 2020, a partir de entrevistas domiciliares face a face e registro das respostas em tablets. Em todo Brasil, foram 8.076 entrevistas distribuídas em 208 municípios.

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A média de livros lidos, inteiros e em partes, por mais da metade dos leitores entrevistados de Fortaleza (54%), nos últimos três meses, é de 2,58. Já em 12 meses, essa média é de 5,11 lidos por 62% da população leitora.

Quando questionados mais diretamente sobre as dificuldades para a leitura, os entrevistados também responderam, em maioria, que não tinham paciência (35%). Outros motivos apontados foram: lê muito devagar (24%), tem problemas de visão ou outra limitação física que dificultam a leitura (22%), não tem concentração suficiente para ler (18%), não compreende a maior parte do que lê (13%), não sabe ler (3%). Registrou-se ainda aqueles que não têm dificuldade nenhuma (20%)

Por outro lado, o apreço pela leitura é preponderante entre os fortalezenses. Um total de 77% responderam que gostam dessa atividade. Entre esses, 30% gosta muito, 47% gosta um pouco e 21% não gosta. Apenas 2% afirmaram não saber ou não responderam.

É também o gosto que aparece como principal razão para a população local ler (20%), seguida de crescimento pessoal (17%) e de aprender algo novo ou desenvolver alguma habilidade (17%). E quanto a você, como estão seus hábitos de leitura?

inter@

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