Projeto do Arco Metropolitano será reformulado; entenda o que muda na nova proposta

Secretário de Infraestrutura do Ceará deu detalhes sobre futura rodovia no entorno da Região Metropolitana de Fortaleza

(Atualizado às 07:20)
Foto que contém imagens da CE-155 no Porto do Pecém
Legenda: CE-155, que interliga BR-222 ao Porto do Pecém, está totalmente duplicada e faria parte, segundo o projeto inicial, do Arco Metropolitano
Foto: Thiago Gadelha

O projeto do Arco Metropolitano de Fortaleza será refeito antes de ser reapresentado ao Governo do Ceará. Contudo, ainda não há informações definidas sobre aspectos como pedágios e volume de investimentos. Essa reformulação é mais uma tentativa de viabilizar a proposta, em discussão desde 2009.

Em entrevista ao Diário do Nordeste, o secretário da Infraestrutura do Estado (Seinfra), Hélio Winston Leitão, afirmou que o futuro do Arco Metropolitana segue incerto.

"Estou avaliando com nossos técnicos para levar ao governador, para que ele decida. Não há nada certo ainda sobre se o Arco Metropolitano sairá e quando sairá, porque pretendo ainda ter essa conversa com o governador, que não tive até agora, pois quero levar algo mais atual para ele", disse o secretário. 

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Novo projeto deve considerar hub de H₂V e data centers

Até o momento, sabe-se que a nova proposta deverá levar em conta as transformações geradas pelas novas atividades econômicas da região. Um dos pontos de atenção é que, na primeira previsão, o Arco Metropolitano seria em pista simples entre a BR-116 e a BR-222.

O restante do percurso seguiria pela já existente CE-155, atualmente duplicada, com 21 km de extensão. Essa foi uma das críticas dos setores econômicos, justamente pelo fato de se construir uma rodovia em pista simples, enquanto a maioria das estradas no entorno da Região Metropolitana de Fortaleza já está duplicada.

O Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), que está em vias de se tornar um hub de hidrogênio verde e conta com data centers na região da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), é outro ponto destacado por Hélio Winston, que frisa a questão como um dos motivos para atualizar o projeto do Arco Metropolitano.

"Temos uma área do Arco Metropolitano que vai para o Pecém, e precisamos trazer mais alguns dados. Aquela área, nos próximos cinco anos, pode ter um impulsionamento muito grande com as empresas de hidrogênio verde e data center", pondera.

Foto que contém placa de
Legenda: Mesmo com projeto a ser refeito, Arco Metropolitano pode voltar a ser engavetado pelo Governo do Ceará
Foto: Thiago Gadelha

"Tudo está sendo avaliado. Não tenho como antecipar agora nenhum dado, porque é muito cedo, já que estamos trazendo para a atualidade e de acordo com o que a gente vai ter nos próximos cinco ou dez anos para o Ceará, principalmente para aquela região do Pecém", acrescenta o secretário.

Como era o último projeto do Arco Metropolitano de Fortaleza 

O último projeto disponibilizado do Arco Metropolitano previa uma rodovia de 108 quilômetros (km) de extensão. O trajeto iniciaria na BR-116, entre as cidades de Chorozinho e Pacajus.

Foto que contém Projeto Arco Metropolitano
Legenda: Projeto do Arco Metropolitano de Fortaleza interliga BR-116 ao Porto do Pecém com interseção em sete rodovias que cortam o Ceará
Foto: Governo do Ceará/Divulgação

Eram previstas interligações com as CEs 253, 060, 065 e 455, e com as BRs 020 e 222, até chegar à CE-155, que dá acesso diretamente ao Porto do Pecém.

Em novembro de 2023, durante apresentação do projeto de concessão pela própria Seinfra para representantes do setor produtivo cearense, a estimativa era de que as obras do Arco Metropolitano durassem dois anoscom investimento total de R$ 1,26 bilhão.

Diferentemente de demais rodovias do Estado, a nova via seria administrada pela iniciativa privada, com cobrança de pedágio em determinados trechos.

Seria, ainda, a retomada de uma rodovia pedagiada no Ceará, após a extinção do pedágio da Barra do Ceará, nos limites entre Fortaleza e Caucaia, ocorrida em 2013. 

Arco Metropolitano é um projeto antigo no Ceará

Em 2009, já se falava na construção de uma alternativa para o tráfego e escoamento de produção. O projeto recebia, então, o nome de Arco Metropolitano. Em maio de 2013, o licenciamento ambiental da rodovia estava pendente, mas não houve avanços. Várias mudanças no projeto já foram feitas, sem perspectiva de conclusão.

Foto que contém Hélio Winston Leitão, secretário de Infraestrutura do Ceará
Legenda: Hélio Winston Leitão, secretário de Infraestrutura do Ceará
Foto: Thiago Gadelha

Pelos entraves para a execução das obras, Hélio Winston reforça que é um projeto que "precisa ter sempre dados atualizados", principalmente pelas mudanças de infraestrutura e de economia na região diretamente impactada pela rodovia.

"É um processo que já vem tramitando na dentro da Seinfra. Conversei já com o governador. Esse projeto foi concebido antes da pandemia, depois houve um ajuste", define.

A estrada é um novo segmento rodoviário, com a obra "partindo do zero" e ligando a BR-116 ao Porto do Pecém, servindo como uma espécie de "5º Anel Viário". A diferença era de que o trajeto não passaria por áreas urbanas dos municípios.

 

 

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