Veja os dois filmes mudos que ganharam o Oscar de Melhor Filme

Produções impressionaram pelas narrativas sobre amor, amizade e superação de desafios.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Casal em elegância em um evento, vestido formalmente, sorrindo e com postura confiante, no cenário de um palco ou um set de filmagem, em preto e branco, promovendo felicidade e sofisticação.
Legenda: Um dos filmes é uma homenagem à era do cinema mudo de Hollywood.
Foto: Divulgação.

Na história do Oscar, apenas dois filmes predominantemente mudos venceram o prêmio de "Melhor Filme". Eles são separados por 84 anos de diferença, mas se utilizam da mesma técnica narrativa.

O primeiro foi o único longa-metragem lançado na era do cinema mudo a conquistar esta categoria. Já o segundo presta homenagem a esta época clássica de Hollywood.

Ambos venceram outras categorias em suas respectivas edições e foram aclamados pelo público e pela crítica.

Asas (1927)

Imagem clássica do filme 'Asas' mostrando dois personagens em uma cena de romance e carinho, retratando uma história de amor
Legenda: Filme foi dirigido por William A. Wellman.
Foto: Reprodução.

Em "Asas", dois rapazes de classes econômicas distintas, interpretados por Richard Alsen e Charles "Buddy" Rogers, se tornam pilotos durante a Primeira Guerra Mundial e se apaixonam pela mesma mulher, vivida pela atriz Clara Bow.

A obra impressiona pelas filmagens aéreas e os efeitos práticos. Isso foi possível pelo orçamento de US$ 2 milhões, um dos mais caros para aquela época.

"Asas" também foi a primeira grande produção cinematográfica a registrar uma cena de beijo entre dois homens.

Todas essas qualidades renderam ao filme uma bilheteira de aproximadamente US$ 3,8 milhões e duas estatuetas douradas logo na primeira edição do Oscar, em 1929.

Ele venceu as categorias de "Filme Excepcional", como era conhecida a premiação de "Melhor Filme", e "Melhores Efeitos de Engenharia", hoje chamada de "Melhores Efeitos Visuais".

O Artista (2011)

"O Artista" é um filme francês, totalmente mudo e preto e branco, dirigido por Michel Hazanavicius. Ele conta a história de um astro do cinema mudo, George Valentin, vivido por Jean Dujardin, cuja carreira é prejudicada pela chegada dos filmes com áudio.

Enquanto a fortuna do personagem despenca, uma jovem atriz e dançarina que inicialmente o idolatrava está a caminho de ser a nova estrela de Hollywood na nova era de filmes sonoros.

A trama sobre a transição do cinema mudo para o falado, na perspectiva dos atores daquele período, encantou a crítica especializada. O resultado: cinco Oscars, incluindo "Melhor Filme", "Melhor Direção" e "Melhor Ator".

O longa também foi bem recebido pelo público e angariou uma bilheteira de US$ 133,4 milhões contra um orçamento de US$ 15 milhões.

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