O que é o linfoma de Hodgkin, câncer que levou à morte de Isabel Veloso?
A jovem de 19 anos faleceu após descobrir o linfoma em 2021, aos 15 anos.
A influenciadora Isabel Veloso, de 19 anos, morreu enquanto tratava um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que se origina no sistema linfático. O falecimento foi confirmado pelo marido da jovem, Lucas Borbas, neste sábado (10), em uma publicação nas redes sociais.
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A doença se origina em células do sistema imunológico e pode começar de forma discreta, com sintomas indolores. Conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), homens são mais propensos a desenvolver o linfoma do que mulheres, e todas as faixas etárias podem ser acometidas pela condição.
O falecimento de Isabel veio após a influenciadora não resistir às complicações resultantes de um transplante de medula óssea. A jovem descobriu o linfoma em 2021, aos 15 anos, realizou cirurgias e tratamentos, chegou a comemorar a remissão da doença em 2023 e 2025 e teve um filho em 2024.
Quais os sintomas do linfoma de Hodgkin?
Segundo o Inca, o linfoma de Hodgkin pode surgir em qualquer parte do corpo, o que influencia diretamente nos sintomas da doença. No entanto, as regiões nas quais a doença se desenvolve com mais frequência são o pescoço e o tórax.
Confira, a seguir, os principais sinais do linfoma conforme a localização da doença no corpo:
- Linfoma no pescoço, axilas e virilha: formam-se ínguas indolores (linfonodos inchados) nesses locais;
- Linfoma no tórax: o paciente pode apresentar tosse, falta de ar e dor torácica;
- Linfoma na pelve ou no abdômen: desconforto e distensão abdominal fazem parte dos sintomas.
Outros sinais de alerta são:
- Febre;
- Cansaço;
- Suor noturno;
- Perda de peso sem motivo aparente;
- Coceira no corpo.
Qual o tratamento do linfoma de Hodgkin?
Ainda de acordo com o Inca, o principal tratamento disponível hoje para a doença é a poliquimioterapia, quimioterapia com múltiplas drogas, com ou sem radioterapia associada.
Também pode ser indicado o transplante de medula óssea, a depender do caso.
Segundo a instituição, o diagnóstico precoce possibilita melhores resultados no tratamento e a maioria dos pacientes pode ser curada com o tratamento disponível atualmente.
Para o diagnóstico da doença é necessário um exame de biópsia da região afetada, no qual é feita a coleta do fragmento de um tecido suspeito.