Nova temporada de One Piece abraça 'bizarrice' e acerta ao conectar público e personagens

Série live-action da Netflix estreou com novas aventuras do mangá de Eiichiro Oda.

Escrito por
Mylena Gadelha mylena.gadelha@svm.com.br
Legenda: Iñaki Godoy interpreta Monkey D. Luffy, protagonista da série em live-action de One Piece.
Foto: Divulgação/Netflix.

A 2ª temporada de One Piece em live-action, lançada pela Netflix no último dia 10 de março, veio diferente do ano de estreia. Chegou, agora, com a aposta de abraçar o cenário fantasioso tão específico do anime/mangá e uma busca por capturar, intencionalmente, o espectador da obra para o universo tão vasto.

O caminho já vinha sendo traçado na primeira temporada, é importante relembrar. Porém, dessa vez, quem assiste se sente parte do bando dos Chapéus de Palha e torce por Luffy, Nami, Usopp, Zoro e Sanji, um grupo meio torto, é verdade, mas extremamente capaz de trazer um certo fascínio.

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Fica claro que talvez os novos episódios sejam um deleite para os fãs do clássico, mas são ainda mais para quem já havia gostado da primeira fase da adaptação.

E a mudança vem a partir daí: a produção mergulha, neste novo ano, na história criada por Eiichiro Oda sem pudores. Seja se apegando às "bizarrices" já na chegada dos protagonistas à famosa Grand Line ou introduzindo os novos personagens, o acerto está em entender o que funciona de fato para uma série.

Um grupo de cinco pessoas caminha juntas em uma área ao ar livre cercada por árvores. Uma delas veste camisa azul e calças rosadas e carrega três espadas presas à cintura. Ao lado, outra pessoa usa roupas camufladas, uma camiseta marrom sem manga e um acessório na cabeça. Mais atrás, há uma pessoa com cabelo curto colorido, vestindo uma blusa listrada de manga comprida e shorts claros, e outra com cabelo laranja vibrante, usando uma blusa clara e uma saia amarela. À direita, uma pessoa com chapéu de palha e camisa vermelha caminha ao lado das demais. Ao fundo, aparece uma grande estrutura branca que se assemelha a um bolo cenográfico.
Legenda: União do bando dos Chapéus de Palha ganha ainda mais destaque nos novos episódios.
Foto: Divulgação/Netflix.

Do mangá para a série em live-action 

Na segunda temporada, Luffy (Iñaki Godoy) e os Chapéus de Palha partem para a Grand Line, como ficou conhecido um trecho do oceano citado no mangá que promete levar à descoberta do One Piece, o maior tesouro do mundo. A promessa, então, é a da possibilidade de enfrentar ilhas fantásticas, repletas de animais ou pessoas "bizarras", vários vilões que comeram as "Devil Fruits" e, no meio do caminho, deixar alguns inimigos do bando.

Veja o trailer:

A construção ocorre de forma muito bem feita nesse universo. Se os personagens se assustam com a imensidão dessa Grand Line, os espectadores também "mergulham" com um certo encantamento, vislumbrando a caracterização dos personagens, os efeitos especiais muito corretos e até mesmo os personagens cheios de carisma.

Entre eles, inclusive, vale citar alguns destaques. Miss All Sunday (Lera Abova) e Chopper – este em computação gráfica, mas que não perde quando o assunto é emocionar – prometem permanecer no imaginário dos fãs e trazem características distintas, mas essenciais, para a história. 

Uma pequena criatura de aparência peluda está deitada em uma cama com cobertores texturizados em tons terrosos. A criatura usa uma bandagem enrolada na cabeça e possui um par de chifres ramificados que se estendem para os lados. O ambiente ao redor é acolhedor e iluminado de forma suave, com elementos de madeira e um fundo levemente desfocado que sugere um interior rústico.
Legenda: Chopper está entre os novos personagens que mais agregam à sensação de expansão no universo da série.
Foto: Divulgação/Netflix.

Já os vilões Smoker (Callum Kerr) e Wapol (Rob Colletti) são a representação dos desafios que ainda devem surgir ao longo da história.

Saldo é positivo e futuro promete

A série de "One Piece" sabe emocionar, gerar tensão, fazer chorar e até levar ao espectador o apreço por estes heróis desajustados. O grupo de Luffy é, afinal de contas, o motivo pelo qual a obra original é tão consagrada. A série, sem dúvida, também faz jus a isso. 

Nem tudo são flores, é verdade. Muitas vezes, a produção da Netflix parece correr para mostrar o que já foi visto no anime, que possui mais de mil episódios lançados.

Ainda assim, os erros não se sobressaem e a sensação predominante é a da consolidação de um produto com fôlego para mais, capaz de não apenas adaptar, mas de ser um meio para marcar o sucesso japonês na história mundial do entretenimento.

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