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PF deflagra operação contra fraudes no INSS no Ceará; deputada Gorete Pereira é um dos alvos

Empresário e advogada foram presos no Ceará, como desdobramento da operação 'Sem Desconto'.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 08:37)
Gorete Pereira deputada federal.
Legenda: Parlamentar cearense Gorete Pereira é investigada em operação da Polícia Federal.
Foto: Divulgação/ Câmara dos Deputados

Uma operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) cumpre, nesta terça-feira (17), mandados judiciais no Ceará e no Distrito Federal contra um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) está entre os alvos da operação, com mandado de busca e apreensão, além de monitoramento por  tornozeleira eletrônica. Ao todo, estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão e outras medidas cautelares.

Foram presos:

  • Natjo de Lima Pinheiro, empresário;
  • Cecília Rodrigues Mota, advogada e ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen) e da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB).

A ação, denominada "Operação Indébito", é um desdobramento da operação "Sem Desconto" e tem como foco aprofundar as investigações sobre fraudes em benefícios previdenciários.

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No Ceará, equipes da PF e auditores da CGU participam das diligências para reunir provas e identificar os envolvidos no esquema, que teria inserido dados falsos em sistemas oficiais para viabilizar descontos indevidos nos benefícios.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da deputada e aguarda posicionamento. A defesa do empresário não foi encontrada e o espaço segue aberto para resposta. 

Apuração de crimes

Ao todo, estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão.
Legenda: Ao todo, estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão.
Foto: Polícia Federal/Divulgação.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça. As investigações apuram crimes como inserção de informações falsas em sistemas públicos, organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio.

Segundo os órgãos responsáveis, a operação busca interromper a continuidade das fraudes e responsabilizar os suspeitos envolvidos no esquema.