BBB 26: expulsão expõe dívida de R$ 13,2 milhões de Edilson na Justiça do Trabalho
Ex-jogador acumula débitos em 10 processos no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região.
A expulsão de Edilson Capetinha do Big Brother Brasil 26, na manhã deste sábado (14), ocorre enquanto o ex-atleta responde a cobranças que somam R$ 13,2 milhões na Justiça do Trabalho. O valor é superior ao prêmio desta edição do reality, anunciado em R$ 5,44 milhões brutos.
De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, o total decorre de 10 processos. As ações trabalhistas somam R$ 11,4 milhões, além de R$ 1,8 milhão em tributos.
As demandas foram iniciadas contra quatro empresas do ex-participante, incluindo a Ed Dez Promoções e o bloco Broder. Posteriormente, outras seis empresas passaram a integrar o polo passivo das ações.
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Redirecionamento da cobrança
Segundo registros judiciais, as empresas não apresentaram bens suficientes para quitação das dívidas. Com isso, a cobrança foi redirecionada ao ex-jogador e a um sócio.
Constam nos autos penhoras de patrimônio vinculado à mãe e à ex-mulher de Edilson. Em 2020, um imóvel em Salvador foi vendido por R$ 3 milhões, sendo R$ 80 mil destinados ao pagamento de um credor específico.
Desde 2016, 18 ações resultaram no pagamento de R$ 56 milhões por meio de penhoras e depósitos judiciais.
Bloqueios e pensão alimentícia
Em 2021, a Justiça autorizou o bloqueio de 50% dos valores repassados pela Band à empresa ligada ao ex-atleta. Também há registro de dívida de R$ 2 milhões referente a pensão alimentícia entre 2013 e 2018, período em que ocorreram quatro prisões. Um dos filhos informou nas redes sociais que a situação foi regularizada.
Defesa de Edilson
A defesa de Edilson afirma que os débitos decorrem de falhas administrativas cometidas por terceiros. Os advogados informam que buscam acordos com base em receitas obtidas com publicidade.
A defesa de Edilson da Silva Ferreira informa que a existência de execuções trabalhistas e do saldo atualmente estimado é real.
"É importante contextualizar que Edilson atravessou uma fase pessoal e profissional muito difícil, período em que se afastou da condução direta de seus negócios e deixou a administração sob responsabilidade de terceiros. Nesse contexto, surgiram e se acumularam reclamações trabalhistas que, por falhas de gestão e de condução, inclusive com atuação de profissionais que não trataram a situação com o cuidado e a transparência necessários", afirma a defesa em nota publicada pelo portal UOL.