Exposições de arte em Fortaleza celebram produção artística e vidas trans
Mostras gratuitas evidenciam diversidades da produção artística feita ou protagonizada por pessoas trans.
Fotografia, pinturas, instalações, tecidos e esculturas. Infância, ancestralidade, beleza, autoestima e vida. Exposições em cartaz atualmente em Fortaleza evidenciam a diversidade formal e temática da produção artística feita por pessoas trans no Ceará.
No Bom Jardim, na Praia de Iracema e no Meireles, equipamentos públicos e privados acolhem as mostras de artes visuais, todas com acesso gratuito e com visitação ainda disponível.
Como um convite para prestigiar essa multiplicidade de vivências e reflexões neste Dia Nacional da Visibilidade Trans, o Verso destaca as exposições “A Primeira Galeria do Mundo”, “Diamantes Negros” e “Céu da boca da noite”.
Veja também
"Céu da boca da noite"
Primeira exposição individual da artista cearense Gi Monteiro, “Céu da boca da noite” ocupa a Cave Galeria até o final de fevereiro. A curadoria, assinada por Lucas Dilacerda, evidencia a pesquisa estética e temática de Gi, focada em pensar o escuro como “exercício de liberdade”.
A partir de memórias pessoais e coletivas, a artista aposta no abstracionismo e em diferentes suportes para desenvolver a proposta artística. Formada historiadora pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), Gi já participou de exposições coletivas como o 76º Salão de Abril, em Fortaleza, e “Antes do Brasil, o Nordeste”, no Rio de Janeiro.
Céu da boca da noite
- Quando: em cartaz até 28 de fevereiro; visitação de terça a sexta, de 13 às 19 horas, e sábado, de 10 às 14 horas
- Onde: Cave Galeria (rua Pereira Valente, 757 - Casa 03 (Travessa Ana Benevides), entre as Ruas Leonardo Mota e Vicente Leite
- Entrada gratuita.
- Mais informações: @cavegaleria
“A Primeira Galeria do Mundo”
Em nova edição, a exposição coletiva “A Primeira Galeria do Mundo” ocupa a galeria do Centro Cultural Bom Jardim com obras de mais de 15 artistas e coletivos trans, travestis e não-bináries. A curadoria é de Bárbara Banida e Sy Gomes.
Diversas entre si, as obras selecionadas se irmanam pelo olhar celebratório que lançam para a infância, a fabulação, a metamorfose e a sobrevivência. Nesta 3ª edição, a mostra expõe obras do Ceará e também de outras regiões do Brasil, em abertura a acervos virtuais como o Arquivo de Artistas Transgêneros do MUTHA (Museum of Transgender Hirstory & Art) e o Catálogo Arte Mais, além de mapeamentos feitos em redes sociais.
A Primeira Galeria do Mundo
- Quando: em cartaz até 2 de março; visitação de terça a sábado, das 15 às 20 horas
- Onde: Galeria do Centro Cultural Bom Jardim (rua 3 Corações, 400 - Granja Lisboa)
- Entrada gratuita.
- Mais informações: @banidaplataforma
“Diamantes Negros”
Promovida pela organização Negruras, de pesquisa e cultura de ancestralidades negras no Ceará, a exposição "Diamantes Negros" celebra vidas trans à frente e atrás das câmeras. A mostra consiste em um ensaio fotográfico protagonizado por pessoas trans e produzido por equipe totalmente formada por pessoas LGBTQIA+ negras e periféricas.
O processo de produção da mostra incluiu formações para a equipe envolvida. As obras também somam ao recorte trans reflexões sobre a representação imagética de pessoas com deficiência na arte, além de contarem com recursos de acessibilidade.
A Negruras é dirigida por Raí Kehinde, que também é um dos modelos das fotos expostas. A direção do ensaio é assinada por Nair Beatriz e Carll Souza, da marca de moda Mancuda.
Diamantes Negros
- Quando: em cartaz até 28 de fevereiro; visitação de quarta a sábado, de 15 às 19 horas (acesso até 18h30) e domingos e feriados, de 10 às 20 horas (acesso até 19h30)
- Onde: Multigaleria do Dragão do Mar (rua Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema)
- Entrada gratuita.
- Mais informações: @negrurasce